×

Cuiabá busca aprimorar atendimento a pessoas com autismo

Nesta sexta-feira (9), a Prefeitura de Cuiabá participou de um encontro promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para discutir o autismo e os direitos das pessoas com deficiência. A iniciativa reuniu representantes de diferentes áreas responsáveis pela elaboração e execução de políticas públicas voltadas à inclusão.

Com cerca de 1.500 inscritos, a programação contou com palestras e atividades destinadas à troca de experiências e à qualificação de profissionais que atuam com crianças, adolescentes e adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências.

Saúde busca atendimento mais humanizado

Na rede municipal de Saúde, pessoas com autismo têm prioridade no atendimento após a identificação do diagnóstico durante a classificação de risco. A medida procura adequar o acolhimento às necessidades individuais, sobretudo nos casos em que o paciente apresenta maior sensibilidade a ruídos e à movimentação dos ambientes.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, afirmou que a gestão trabalha para aperfeiçoar os procedimentos de atendimento e encontrar alternativas para os desafios enfrentados pelas famílias, especialmente em relação ao diagnóstico e ao acompanhamento.

“Nós temos feito o nosso papel enquanto Secretaria Municipal, de buscar mais ideias inovadoras e um evento como esse só vem trazer o que tem de melhor no país e que a gente possa, de forma muito fiel, trazer essas melhorias pro nosso município”, destacou.

Educação aposta na formação para fortalecer a inclusão

Na rede municipal de ensino, a qualificação dos profissionais é considerada fundamental para garantir que os estudantes tenham condições adequadas de aprendizagem, respeitando suas características e necessidades.

O secretário municipal de Educação, Reginaldo Teixeira, ressaltou que a inclusão não pode se limitar à matrícula. Segundo ele, é necessário assegurar acolhimento, segurança e respeito às particularidades de cada aluno durante toda a trajetória escolar.

“Falar de autismo e dos direitos das pessoas com deficiência é falar de dignidade, de igualdade de oportunidades e, sobretudo, de inclusão efetiva. Na escola, isso não se resume ao acesso, mas envolve acolhimento, permanência, segurança e respeito às singularidades de cada aluno”, afirmou.

A professora Crislayne Dias Gomes, que trabalha em uma sala multifuncional e acompanha estudantes com diferentes deficiências, também defendeu a busca constante por novos conhecimentos e estratégias pedagógicas.

“Cada criança aprende de uma maneira diferente. Então, a gente tem que estar sempre buscando coisas novas, novas maneiras de trabalhar com eles, para que possam aprender por igual com as outras crianças”, relatou.

Assistência Social destaca combate ao preconceito

A secretária municipal de Assistência Social, Hélida Vilela, enfatizou a necessidade de preparar a população para conviver com pessoas com deficiência de maneira respeitosa, sem atitudes discriminatórias.

“É importante capacitarmos as pessoas para que elas saibam trabalhar com a inclusão da forma correta. Muitas vezes, as pessoas não sabem como se dirigir a uma pessoa com deficiência, a uma pessoa com autismo”, afirmou.

Ela também ressaltou que a aproximação entre a Prefeitura de Cuiabá e o Tribunal de Justiça contribui para unir instituições em torno de ações voltadas à inclusão.

A desembargadora do TJMT e presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Serly Marcondes, reforçou que a defesa dos direitos das pessoas com deficiência exige o envolvimento coletivo.

“Todos nós devemos juntar as nossas forças para colocar no peito, com muito orgulho, essa causa. É uma causa do nosso tempo, precisamos levar isso a sério”, declarou.

A primeira-dama de Cuiabá e vereadora Samantha Íris também defendeu a ampliação das oportunidades de qualificação para quem trabalha diretamente com pessoas com autismo e outras deficiências.

“Todas as oportunidades que nós tivermos de qualificação são essenciais. Nós precisamos cada vez mais informar as pessoas a respeito do autismo e qualificar os profissionais que trabalham com essas crianças, adolescentes e adultos, para que eles entendam melhor e ofereçam um tratamento melhor”, afirmou.

Compartilhe!

Compartilhe nas redes sociais

Publicar comentário