Nesta sexta-feira (9), uma operação integrada de fiscalização em Cuiabá interditou dois estabelecimentos de sucata e encaminhou três pessoas à delegacia durante ações de combate ao furto, roubo e receptação de cabos, fios e outros materiais que contêm cobre. Uma das pessoas conduzidas foi apontada por suspeitas relacionadas a furto de energia elétrica e crime ambiental.
Batizada de Operação Via do Cobre, a iniciativa foi coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT) e mobilizou órgãos municipais e estaduais para verificar possíveis irregularidades administrativas, ambientais e criminais em empresas que compram e comercializam sucatas.
A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, afirmou que o trabalho busca atingir também os responsáveis por receber e comercializar materiais de origem ilícita. Segundo ela, informações de inteligência apontaram os estabelecimentos fiscalizados como possíveis receptadores ou colaboradores do comércio clandestino.
A secretária ressaltou que a atividade de compra e venda de sucata é permitida, desde que os estabelecimentos cumpram as exigências legais, incluindo alvarás e licenças municipais e ambientais. A fiscalização, conforme explicou, pretende regularizar o setor e dificultar a circulação de materiais furtados.
A secretária estadual de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho, destacou que a integração entre as instituições permite concentrar diferentes frentes de fiscalização em uma única ação. Ela também afirmou que a iniciativa deverá ser ampliada para outros municípios mato-grossenses.
No bairro Novo Colorado, um estabelecimento foi multado em R$ 5,2 mil e interditado por funcionar sem os alvarás municipais de funcionamento e sanitário. Os fiscais também encontraram acúmulo de entulho e lixo no local.
A penalidade corresponde a 130 Unidades Padrão Municipal (UPMs). Segundo a fiscalização, o estabelecimento já havia sido notificado anteriormente para regularizar a situação, mas não cumpriu as determinações da Prefeitura. A atividade permanecerá suspensa até que as pendências sejam resolvidas.
Na região central, os fiscais identificaram a necessidade de atualizar a área cadastrada do imóvel e regularizar o alvará de publicidade. Apesar disso, o estabelecimento possuía licenças de funcionamento e sanitária, além da documentação exigida pelo Corpo de Bombeiros.
Já no bairro Nova Esperança, a equipe encontrou uma diferença expressiva entre a área informada nos documentos e o tamanho real do imóvel. Enquanto a documentação indicava 250 metros quadrados, a área verificada era de 1.284,92 metros quadrados. Também foram constatadas pendências nos alvarás de localização, funcionamento e sanitário, além da necessidade de regularização ambiental.
O delegado titular da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Cuiabá, Mário Roberto de Souza Santiago Junior, explicou que, após a identificação de irregularidades administrativas, a Polícia Civil verifica se há indícios de crimes, como receptação de produtos roubados ou furtados e infrações ambientais.
Durante a operação, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) prestou apoio na identificação de possíveis ilícitos. Entre as irregularidades encontradas, os agentes identificaram um motor com a numeração adulterada.
A Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) também participou das fiscalizações. De acordo com o delegado Marcelo Maidame, foram constatados danos ambientais nos locais vistoriados, o que levou ao encaminhamento de envolvidos à unidade policial. O delegado informou ainda que foram lavrados três autos de prisão em flagrante relacionados a crimes de poluição.
A força-tarefa reuniu 48 agentes da Polícia Militar, incluindo equipes da Força Tática, do Batalhão Ambiental e da Inteligência, além de 24 policiais civis, 11 servidores da Secretaria Municipal de Ordem Pública, oito agentes do Corpo de Bombeiros Militar e quatro profissionais da Politec.
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