Neste mês, familiares e amigos de Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, criaram um perfil no Instagram para levantar questionamentos sobre a investigação da morte do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos. O serralheiro está preso sob suspeita de participação no crime, e o grupo busca esclarecimentos sobre os procedimentos adotados pela Polícia Civil, especialmente em relação à confissão atribuída ao investigado.
A página, denominada “Ouçam o Elias”, publicou sete vídeos com dúvidas sobre o caso. Nas manifestações, os familiares ressaltam que não pretendem afirmar a inocência do suspeito, mas defendem o respeito às garantias legais, a transparência das apurações e o acesso às provas reunidas durante a investigação.
Um dos principais questionamentos envolve o intervalo entre a prisão de Elias e a localização do corpo de Breno, encontrado na quinta-feira (8). O serralheiro foi detido por volta do meio-dia, enquanto trabalhava em uma fazenda na região do Manso. No fim da tarde do mesmo dia, o corpo do professor foi localizado em uma área de mata no Capão Grande, em Várzea Grande, após uma indicação atribuída ao suspeito.
Com base nos horários divulgados pela imprensa e em estimativas do tempo de deslocamento entre os dois locais, os familiares afirmam que ainda há pontos desse intervalo que precisam ser esclarecidos. Nas publicações, questionam onde Elias permaneceu durante as horas entre a prisão e a localização do corpo e quais procedimentos foram realizados nesse período. O grupo também declara que o advogado do investigado aguardava na delegacia.
Outro aspecto levantado pela página diz respeito a um comparecimento anterior de Elias à Polícia Civil, em 2 de outubro. De acordo com a versão apresentada pelos familiares, ele esteve na unidade acompanhado de um advogado, permaneceu em silêncio e entregou aos investigadores o celular e a senha do aparelho.
Agora, o grupo pede esclarecimentos sobre as circunstâncias em que a confissão teria ocorrido após a prisão e busca informações que permitam compreender a sequência dos procedimentos realizados pelos investigadores.
O caso ganhou repercussão após o desaparecimento e a posterior localização do corpo do professor Breno, em Várzea Grande. Os questionamentos divulgados nas redes sociais refletem a posição dos familiares e pessoas próximas ao investigado, mas não comprovam, por si só, a existência de irregularidades na investigação policial.
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