Na noite deste domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a regulamentação das plataformas digitais em seu primeiro pronunciamento após vencer Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Reeleito para mais quatro anos no Palácio do Planalto, o petista direcionou críticas às grandes empresas de tecnologia e afirmou que as redes sociais teriam interferido no processo eleitoral.
Durante o discurso, Lula sustentou que crimes praticados no ambiente digital devem receber o mesmo tratamento dado a delitos cometidos fora da internet. O presidente também declarou que pretende avançar na discussão sobre regras para o funcionamento das plataformas.
“Foi uma eleição que tivemos que vencer a intromissão vindo de fora para dentro, vindo de plataformas de redes sociais, e vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime no mundo digital precisa ser tratado como crime na vida real”, afirmou.
O petista também questionou a atuação das empresas de tecnologia, alegando que algumas delas obtêm milhões em receitas sem pagar impostos e tentam influenciar os resultados das eleições brasileiras.
Apesar de reafirmar a intenção de regulamentar o setor, Lula não apresentou detalhes sobre quais medidas pretende implementar durante o novo mandato, nem especificou quais mudanças poderão ser propostas para disciplinar a atuação das plataformas digitais.
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