Um homem de 35 anos, apontado como um dos principais integrantes de uma facção criminosa investigada na Operação Efatá, teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil no final da tarde desta sexta-feira (7.11), em Cuiabá. A captura foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
O suspeito havia deixado recentemente o sistema prisional, mas voltou a ser procurado pela Justiça após a expedição de um mandado de prisão por regressão de pena, determinado pela Justiça de Sorriso. Ele é investigado por envolvimento em crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
Depois de identificar a existência da ordem judicial, os policiais da Denarc iniciaram as buscas para localizar o investigado. Ele foi encontrado no momento em que saía de uma loja na região do CPA, em Cuiabá.
Após a abordagem, os investigadores cumpriram o mandado e encaminharam o homem à delegacia para os procedimentos legais. Posteriormente, ele foi colocado à disposição da Justiça.
Investigação identificou movimentações superiores a R$ 295 milhões
A Operação Efatá teve sua primeira fase deflagrada em dezembro de 2025, com o cumprimento de 148 ordens judiciais destinadas a desarticular um esquema criminoso de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
As investigações conduzidas pela Denarc identificaram movimentações financeiras superiores a R$ 295 milhões, realizadas por meio de empresas de fachada, pessoas utilizadas como laranjas e empresas diretamente relacionadas ao núcleo investigado.
Em agosto deste ano, a Polícia Civil avançou para a segunda etapa da operação, quando foram cumpridas outras 20 ordens judiciais contra integrantes do mesmo grupo criminoso.
Entre as medidas determinadas pela Justiça estava o bloqueio de mais de R$ 41,2 milhões em ativos financeiros.
A nova fase teve como objetivo aprofundar o mapeamento da estrutura de comando da organização, alcançar seu patrimônio e identificar os mecanismos utilizados para movimentar recursos de origem criminosa.
As medidas também buscaram preservar provas, rastrear a estrutura financeira dos investigados e impedir a transferência ou ocultação de bens e valores relacionados às atividades apuradas.
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