Na quarta-feira (4), o deputado estadual Valdir Barranco (PT) cobrou esclarecimentos da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) sobre denúncias de possíveis manifestações discriminatórias atribuídas a uma servidora da pasta contra povos indígenas de Brasnorte, município localizado a 588 quilômetros de Cuiabá.
A cobrança foi apresentada durante sessão ordinária na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), após representantes indígenas procurarem o parlamentar e encaminharem registros de conversas em grupos nas redes sociais.
A servidora apontada na denúncia é Fabiele Canteri, identificada como coordenadora pedagógica da Escola Estadual Evaldo Meyer Roderjan, em Brasnorte. Segundo os documentos apresentados ao deputado, mensagens atribuídas à profissional conteriam ofensas direcionadas aos indígenas.
Em uma das publicações, a autora teria escrito: “Nossa, vocês são ridículos! Sem educação, igual seu presidente!”. Em outro trecho, os indígenas teriam sido chamados de “vadios”, acompanhados de uma manifestação contra trabalhadores e contribuintes.
As capturas de tela também apresentam outras mensagens atribuídas à mesma conta, entre elas as expressões “Que nojo!” e “Roubando fica fácil kkkkk luladrão”.
Diante da gravidade das acusações, Barranco informou que já encaminhou representações a diferentes órgãos para que os fatos sejam investigados. Entre os destinatários estão o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público Estadual (MPE) e a Corregedoria e Ouvidoria da Seduc-MT.
Além das denúncias, o parlamentar apresentou um requerimento solicitando explicações diretamente à secretária estadual de Educação sobre o caso.
Ao comentar a situação na tribuna, Barranco afirmou que recebeu os registros dos próprios representantes indígenas e considerou necessário cobrar providências diante do conteúdo atribuído à servidora.
“Recebi uma denúncia dos povos indígenas de Brasnorte e com prints de conversas em grupo em que essa servidora da Seduc, lá no município, estava atacando os povos indígenas e chamando eles de vadios”, declarou.
O deputado também detalhou as medidas adotadas para provocar a apuração institucional.
“Portanto, eu já encaminhei denúncia ao Ministério Público Federal e também ao Ministério Público Estadual, uma denúncia também à Corregedoria e Ouvidoria da Seduc e agora esse requerimento pedindo esclarecimentos à secretária”, afirmou.
As manifestações ainda são objeto de denúncia, e os encaminhamentos feitos pelo parlamentar buscam esclarecer os fatos e verificar eventuais responsabilidades no âmbito administrativo e legal.
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