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“A primeira pessoa que matou a minha mãe foi a justiça”, diz filha de professora; Vídeo

“A primeira pessoa que matou a minha mãe foi a justiça”, diz filha de professora; Vídeo

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Na segunda-feira (16), a professora Luciene Naves Correia, de 51 anos, foi vítima de feminicídio em Cuiabá. Após o crime, as filhas denunciaram supostas falhas no sistema de Justiça e na rede de proteção, mesmo diante de meses de ameaças e perseguições registradas no contexto de violência doméstica.

De acordo com as familiares, houve problemas tanto no atendimento após o acionamento do botão do pânico quanto no cumprimento da medida protetiva concedida à vítima. Elas afirmam que, apesar dos dispositivos legais, o ex-marido continuava se aproximando da professora.

Durante entrevista, uma das filhas criticou a atuação das autoridades e declarou que a mãe não teria recebido a proteção necessária. A família sustenta que os mecanismos existentes deveriam ter garantido maior segurança diante do histórico de ameaças.

O caso reacende o debate sobre a efetividade das medidas protetivas e dos instrumentos de monitoramento em situações de violência doméstica, especialmente quando há registro prévio de perseguição e descumprimento de ordens judiciais.

O crime

Na segunda-feira (16), a professora Luciene Naves Correia, de 51 anos, foi vítima de feminicídio na região do bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. A vítima foi encontrada caída com perfurações causadas por disparos de arma de fogo, conforme registro das autoridades.

De acordo com o boletim da Polícia Militar de Mato Grosso, a equipe foi acionada via Ciosp por volta das 6h30 e constatou a situação no local. Informações repassadas por populares apontam que o ex-marido da professora, Paulo Neves Bispo, de 63 anos, é o principal suspeito de ter efetuado os disparos.

Após o crime, ele teria fugido em direção ao bairro Jardim Liberdade, onde reside uma filha do casal. Paulo foi localizado e atingido por tiro de um policial a paisana, que tentava conter a ação do suspeito, levando em conta informações de que ele poderia cometer outro feminicídio, contra a própria filha.

Vídeo:

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