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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a considerar a possibilidade de rescindir o contrato com a CS Mobi, empresa responsável pelo estacionamento rotativo na área central, apesar da multa estimada em R$ 140 milhões.
A Parceria Público-Privada (PPP), firmada na gestão de Emanuel Pinheiro (MDB) por 30 anos, previa a exploração do serviço, requalificação de áreas centrais e obras no Mercado Municipal Miguel Sutil. O contrato é alvo de questionamentos e investigações em uma CPI na Câmara de Cuiabá.
Brunini afirmou que, mesmo considerando o custo da multa, o rompimento ainda poderia ser uma opção mais vantajosa financeiramente:
“Se a gente rescindir o contrato, [a multa] deve ficar na casa de R$ 140 milhões. Se a gente pagar o que está sendo feito, vai ficar R$ 800 milhões. Então, romper ainda é uma das opções.”
O prefeito criticou a gestão do estacionamento, apontando que apenas 30% a 32% das cerca de 3 mil vagas são efetivamente ocupadas:
“Para criar vantagem no contrato, teriam que aumentar para 9 mil vagas. Mas eles exploraram tudo quanto é lugar, colocando o rotativo inclusive em ruas residenciais e vias internas, onde não havia necessidade, apenas para gerar retorno financeiro de 30%.”
Brunini também questionou a lógica de lucro baseada em multas e investimentos:
“As multas são contestadas, não pagas, ou parceladas. Não podemos pautar um projeto em multar o cidadão. É grave: ter R$ 150 milhões de investimentos e pagar R$ 850 milhões em 30 anos, enquanto eles usufruem de prédios e equipamentos, sem vantajosidade para o município.”
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