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Neste domingo (07), o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), transformou o ato em defesa da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em um discurso de forte teor político contra o MDB. Sem citar nomes diretamente, o gestor fez duras críticas à possível aliança entre PL e MDB nas eleições de 2026, inflamando apoiadores na Avenida Getúlio Vargas, durante as manifestações de 7 de Setembro.
Em sua fala, Abilio atacou o Supremo Tribunal Federal (STF), a esquerda e a condução dos processos que envolvem Bolsonaro e aliados. Para ele, a disputa ao Senado em 2026 será “crucial para os freios e contrapesos frente ao STF”, reforçando sua rejeição a qualquer candidatura emedebista. O alvo indireto foi a deputada estadual Janaina Riva (MDB), nora do senador Wellington Fagundes (PL), que trabalha para consolidar uma chapa com seu nome ao governo e o dela ao Senado.
“O contrapeso do Supremo Tribunal Federal é o Senado. Se a pessoa quer ser candidata, mas tira foto com quem comete atrocidades, de que lado ela vai estar? (…) O partido da pessoa está votando contra a gente em Brasília. Com o meu voto não vai ter senador do MDB, não”, disparou Abilio.
O prefeito fez apenas uma exceção, citando o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) como alinhado às pautas da direita. Ainda assim, reforçou que, em Mato Grosso, não apoiará nomes do partido. “Com o meu voto não vai, não. O resto sempre esteve no centro”, criticou.
Ao responder indiretamente às articulações de Wellington Fagundes para unir MDB e PL em nível estadual, Abilio ironizou: “Conversa com os russos. Com a gente aqui não vai. Não vamos entregar o país para político em cima do muro”.
Recado a Janaina Riva
Sem mencionar a deputada estadual pelo nome, Abilio deixou claro quem era seu alvo e destacou que sua crítica não tem relação com gênero: “Não é pelo fato de ser mulher. Nós teremos mulheres de direita na política, assim como temos homens de direita. A questão é de posicionamento. Tem novos Fávaros surgindo em Mato Grosso”, declarou, numa referência ao ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD), que foi eleito com discurso à direita antes de se alinhar ao governo do presidente Lula (PT).
A postura do prefeito escancara a divisão dentro do grupo político bolsonarista em Mato Grosso e reforça o embate que deve marcar as articulações para 2026.
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