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A alimentação escolar da rede estadual de Mato Grosso tem se destacado não apenas pelo sabor, mas também pelo impacto na saúde e no aprendizado dos estudantes. Com frutas servidas diariamente, refeições preparadas com alimentos in natura e cardápios planejados por nutricionistas, as escolas vão além do prato, formando hábitos alimentares saudáveis desde cedo.
Alunos da Escola Estadual Agenor Ferreira Leão, em Cuiabá, elogiam a qualidade. Nicolas Barros, 14 anos, do 9º ano B, destaca: “A comida é excelente. A gente percebe o carinho das cozinheiras no preparo. Carne com mandioca é meu prato favorito”. Eloá Beatriz de Sousa Rodrigues, 14 anos, da turma F, reforça a constância do cuidado: “O feijão não pode faltar. A comida cuiabana que a tia faz é muito boa”.
Responsável pela merenda há 25 anos, Vilma Ribeiro de Ataíde Souza explica que a rotina foi aprimorada em 2026. “Agora servimos fruta todos os dias como lanche de entrada, e a refeição principal inclui carne, arroz, macarrão, mandioca, saladas e verduras”, detalha. A escola atende cerca de 660 alunos, com mais da metade se alimentando diariamente na unidade.
O planejamento segue as normas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), com ciclos de cinco semanas e prioridade a alimentos in natura e minimamente processados, que passaram a representar 80% do cardápio. Alimentos ultraprocessados foram reduzidos de 20% para 15%. Além disso, estudantes com restrições alimentares recebem cardápios adaptados, garantindo inclusão e segurança.
O investimento na alimentação escolar também cresce. Em 2025, a Seduc aplicou R$ 165,7 milhões, sendo R$ 128 milhões do Estado e R$ 37,1 milhões federais. Para 2026, o valor sobe para R$ 202,5 milhões, com aumento de 14,35% no repasse federal.
A aquisição de produtos da agricultura familiar também foi ampliada, passando de 30% para 45% da cota mínima. Em 2025, mais de 66% dos recursos federais do PNAE foram utilizados na compra de itens como abacaxi, banana, mandioca, abóbora, couve, tomate, leite, queijo, peixe regional e mel, fortalecendo produtores locais, comunidades tradicionais e aldeias indígenas. Para 2026, a Seduc mantém parceria com a Empaer para capacitação de fornecedores, mapeamento da produção regional e acompanhamento da execução dos contratos.
Segundo o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o fortalecimento da alimentação escolar reforça a aprendizagem: “Quando o aluno está bem alimentado, ele aprende melhor. Estamos garantindo refeições nutritivas, diversificadas e de qualidade, valorizando os profissionais que fazem esse trabalho diariamente nas escolas”.
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