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ALMT intensifica mobilização do Fevereiro Laranja contra a leucemia

ALMT intensifica mobilização do Fevereiro Laranja contra a leucemia

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Nesta quinta-feira (19), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso reforçou a adesão à campanha Fevereiro Laranja, voltada à conscientização sobre a leucemia, tipo de câncer que atinge a medula óssea e compromete o sistema de defesa do organismo.

Além da mobilização institucional para alertar servidores e a população sobre a importância do diagnóstico precoce, tratamento adequado e doação de medula óssea, o Parlamento estadual também destaca iniciativas já consolidadas na legislação.

Entre elas está a Lei nº 9.807/2012, de autoria do deputado Nininho (Republicanos), que institui a Semana Estadual de Conscientização da Importância da Doação de Medula Óssea. Também integra o conjunto de medidas a Lei nº 11.910/2022, proposta pelo deputado Dr. Eugênio (PSB), que determina a divulgação de campanhas de saúde nas faturas de concessionárias de serviços públicos. Já a Lei nº 12.453/2024, de autoria do deputado Júlio Campos (União), autoriza a criação de licença para doação de medula óssea no serviço público estadual.

Atualmente, tramitam ainda projetos voltados ao fortalecimento das políticas de enfrentamento da doença, como o Projeto de Lei nº 694/2024, do deputado Valdir Barranco (PT), que estabelece diretrizes para a identificação precoce da leucemia, e o Projeto de Lei nº 829/2024, do deputado Paulo Araújo (PP).

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), afirmou que o papel do Parlamento vai além da produção legislativa. “A Assembleia tem o compromisso de ser um espaço de diálogo, informação e cuidado com as pessoas. Ao abraçar o Fevereiro Laranja, reforçamos nossa responsabilidade social e nossa preocupação com a vida, estimulando o diagnóstico precoce e a doação de medula óssea, que podem salvar vidas”, declarou.

A leucemia é caracterizada pela produção desordenada de glóbulos brancos anormais, prejudicando a formação de células saudáveis como hemácias e plaquetas. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer, o Brasil registra entre 11 mil e 12 mil novos casos por ano, atingindo pessoas de todas as idades.

De acordo com o médico hematologista José Dias, um dos principais desafios está no reconhecimento dos sinais iniciais. “Os sintomas iniciais, como cansaço excessivo, palidez, febre persistente, infecções frequentes, sangramentos sem causa aparente e dores ósseas, muitas vezes são confundidos com viroses ou anemias comuns. Isso pode atrasar o diagnóstico e, consequentemente, o início do tratamento”, explicou.

O primeiro-secretário da ALMT, deputado Dr. João (MDB), destacou a necessidade de ampliar a descentralização da oncologia no estado. “Eu já enfrentei o câncer, já fiz quimioterapia e, mesmo tendo condições de buscar cuidados, sei na pele o quanto essa jornada é difícil, dolorosa e cheia de desafios. Por isso, carrego comigo a responsabilidade de lutar para que ninguém passe por essa batalha sem apoio. O estado precisa avançar na descentralização da oncologia, levando tratamento, cuidado e esperança para mais perto das famílias mato-grossenses”, afirmou.

O diagnóstico precoce é decisivo para o sucesso do tratamento, que pode incluir quimioterapia e, em muitos casos, transplante de medula óssea. A compatibilidade fora do núcleo familiar é rara, o que reforça a importância do cadastro de novos doadores no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea.

O processo de doação é seguro e regulamentado pelo Ministério da Saúde, iniciando-se com cadastro e coleta de sangue no hemocentro mais próximo. A campanha Fevereiro Laranja busca ampliar a informação e combater mitos que ainda afastam potenciais doadores.

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