O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) iniciou a primeira etapa da Operação Infravermelho, que visa monitorar remotamente focos de calor em todo o estado. A iniciativa tem caráter preventivo e busca fortalecer a fiscalização para reduzir danos ambientais e evitar o uso irregular do fogo.
A operação faz parte do Plano de Operações da Temporada de Incêndios Florestais (POTIF) 2025, estratégia que integra o planejamento do Governo do Estado. Ao todo, serão investidos R$ 125,2 milhões em ações para combater desmatamento ilegal e incêndios florestais, reforçando o compromisso com a preservação ambiental.
Tecnologia e ação preventiva
O comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Rafael Ribeiro Marcondes, explicou que o monitoramento ocorre por meio do cruzamento de dados geoespaciais, imagens de satélite e informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Dessa forma, é possível identificar os focos de calor e relacioná-los às propriedades responsáveis.
Quando um foco é detectado, o CBMMT entra em contato com os proprietários da área para notificá-los e orientar sobre a necessidade de medidas imediatas.
➡️ “Caso o fogo não seja controlado ou haja risco de dano ambiental, uma equipe de fiscalização poderá ser enviada para averiguação e possível autuação”, destacou Marcondes.
A Operação Infravermelho representa um avanço no combate aos incêndios, pois permite uma atuação mais ágil, reduzindo custos operacionais e otimizando recursos públicos.
➡️ “Essa abordagem preventiva evita que o fogo se alastre e fortalece a política de tolerância zero contra crimes ambientais”, afirmou o comandante do BEA.
Período proibitivo de queimadas
Além da fiscalização, o Governo do Estado já publicou o Decreto nº 1403/2025, que define as datas de proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais.
📌 Pantanal: Proibição entre 1º de junho e 31 de dezembro
📌 Amazônia e Cerrado: Restrições de 1º de julho a 30 de novembro
Durante esse período, as licenças de queima controlada estarão suspensas, exceto para ações conduzidas por órgãos públicos responsáveis pelo combate a incêndios florestais. Já em áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
A intensificação das ações reflete o compromisso do estado com a sustentabilidade, garantindo a proteção ambiental e a segurança da população diante dos riscos de queimadas descontroladas.
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