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No último sábado (3), um cão sem raça definida, com características de pitbull e vira-lata, foi resgatado com vida após ter sido enterrado em uma cova, em uma área de mata em Cuiabá. O animal apresentava quadro clínico grave, com lesão extensa, áreas necrosadas e ulceradas, além de miíase, caracterizada pela presença de larvas no ferimento.
No momento do resgate, o cão estava prostrado, debilitado e abatido, necessitando de medidas imediatas de estabilização e cuidados contínuos. Apesar da gravidade causada pelos maus-tratos atribuídos ao tutor, o animal vem respondendo ao tratamento medicamentoso e aguarda o resultado de exames para avaliação da necessidade de intervenção cirúrgica.
A ação contou com o apoio da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal, que garantiu o atendimento médico-veterinário em clínica especializada, com custos arcados pelo município. Corpo de Bombeiros e Polícia Militar também participaram da ocorrência, após serem acionados por um morador que ouviu os gemidos vindos da cova.
O cão recebeu o nome de Vivente e vem demonstrando sinais positivos de recuperação, como alimentação espontânea, ingestão de água e locomoção, mesmo ainda apresentando apatia. Ele permanece sob monitoramento clínico, recebendo analgesia, higienização das lesões e acompanhamento veterinário contínuo.
Segundo a secretária municipal de Bem-Estar Animal, Morgana Thereza Ens, o animal apresenta uma grande ferida tumoral no membro torácico direito, agravada pela miíase. Apesar do aspecto severo, há possibilidade de tratamento cirúrgico e medicamentoso, com boas chances de recuperação.
“Ele está estável dentro do quadro, se alimenta, bebe água e caminha. A equipe trabalha para garantir todo o tratamento necessário, incluindo cirurgia, vacinação, castração e vermifugação, além de assegurar que ele tenha um novo lar com amor e bem-estar”, destacou a secretária.
Ainda conforme Morgana, o morador que encontrou o cão, identificado como Edson, manifestou interesse em adotá-lo. O animal será castrado antes da adoção e passará por acompanhamento por um período de um ano junto ao novo tutor.
De acordo com a Polícia Militar, no local foi constatada a veracidade da denúncia de que o animal foi enterrado vivo. Vizinhos relataram que a autoria seria de uma pessoa que residia nas proximidades. Uma mulher suspeita foi conduzida à delegacia por ter presenciado a situação e se omitido, além de admitir que o animal não recebeu atendimento veterinário. Ela afirmou que o marido teria decidido matar o cão por falta de recursos financeiros para o tratamento.
O caso foi encaminhado às autoridades competentes e segue sob apuração, com base na legislação de proteção animal.
“Nosso papel é garantir todo o suporte clínico e documentar cada etapa para que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados. O Vivente não é um caso isolado, mas hoje ele tem uma segunda chance”, reforçou Morgana Thereza Ens.
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