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Nesta terça-feira (11), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Domínio Fantasma, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso milionário envolvido em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro por meio da criação de empresas de fachada. Ao todo, foram cumpridas 33 ordens judiciais em Cuiabá e Sorriso.
Entre as medidas determinadas pela Justiça estão um mandado de prisão preventiva contra o principal suspeito, sete de busca e apreensão, duas medidas cautelares diversas de prisão, sequestro de valores no total de R$ 5 milhões, além de mandados de sequestro de imóveis e veículos de luxo. Também foram expedidos sete mandados de quebra de dados telemáticos, dois de suspensão de perfis em redes sociais, três de suspensão de sites e três de atividades econômicas. As decisões partiram do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá.

O principal alvo da operação é um contador, Eduardo Cristian Martins Corrêa do Nascimento, de 30 anos, apontado como o mentor do esquema, que usava seus conhecimentos técnicos para criar centenas de CNPJs falsos e viabilizar golpes de e-commerce em todo o país. Ele responderá por associação criminosa, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e crime contra a relação de consumo.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), identificaram que o grupo mantinha empresas fictícias para lavar milhões de reais obtidos com os golpes. O caso veio à tona após um alerta da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) sobre a criação em massa de empresas por um mesmo contador, quase todas registradas em um único endereço em Cuiabá.
Entre 2020 e 2024, foram abertas 310 empresas, das quais 182 já estavam baixadas ou suspensas. No endereço apontado, havia apenas uma sala comercial sem identificação, que servia como fachada para negócios falsos.
O contador se apresentava nas redes sociais como “contador digital” especializado em dropshipping e iGaming, atraindo clientes e aplicando golpes. Para criar os CNPJs, usava “laranjas”, geralmente jovens de baixa renda de outros estados, e registrava sites falsos de e-commerce em diversos segmentos, como roupas, brinquedos e cosméticos.
As páginas eram promovidas com anúncios pagos nas redes sociais, e, em alguns casos, os criminosos clonaram sites de marcas conhecidas. As vítimas, de diferentes regiões do país, realizavam o pagamento via Pix ou cartão, mas nunca recebiam os produtos, acumulando reclamações no portal Reclame Aqui.
A operação contou com apoio da Deccor, Defaz, Decon, Delegacia de Sorriso, Core, Politec e Sefaz, sob coordenação da Cecor (Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado) da Polícia Civil de Mato Grosso.
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