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Cresce apoio ao impeachment de Alexandre de Moraes no Senado; 39 parlamentares já são favoráveis

Cresce apoio ao impeachment de Alexandre de Moraes no Senado; 39 parlamentares já são favoráveis

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O número de senadores favoráveis ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), chegou a 39 nesta quarta-feira (6), segundo levantamento do site Votos Senadores. A marca representa quase metade do Senado Federal, que possui 81 cadeiras. Ainda de acordo com a plataforma, 23 senadores seguem indecisos e 19 se posicionaram contra o processo.

Os parlamentares do PL, principal legenda de oposição ao governo Lula (PT), lideram o movimento pelo afastamento de Moraes. No entanto, dois senadores da sigla permanecem como indefinidos na lista: Romário (RJ) e Dra. Eudócia Caldas (AL). A indefinição de Romário gerou cobrança pública por parte do vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que o instou a tomar posição.

Já o grupo dos indecisos é composto, majoritariamente, por senadores de partidos que integram o Centrão, como MDB e PSD. A base governista, liderada pelo PT, se mostra contrária à abertura do processo de impeachment contra o ministro do STF.

Pressão política e cenário

A movimentação pelo impeachment de Moraes ganhou força entre bolsonaristas e opositores do Supremo, especialmente após decisões recentes do magistrado envolvendo figuras da direita política, inclusive a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O tema passou a ser bandeira política entre parlamentares alinhados ao ex-mandatário, e o número crescente de apoiadores no Senado mostra que a pressão institucional sobre o STF tem ganhado espaço na Casa.

Apesar da maioria simples já alcançada entre os favoráveis, a abertura formal de um processo de impeachment contra um ministro do STF depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que até o momento não demonstrou disposição de dar andamento a qualquer pedido.

Com o cenário ainda em aberto, os próximos dias devem ser marcados por intensa articulação política, tanto da oposição quanto da base governista, em torno de uma possível crise entre Legislativo e Judiciário.

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