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A cena política em Mato Grosso ganhou novos contornos de tensão após uma declaração da senadora Margareth Buzetti (PSD) provocar forte reação do deputado estadual Gilberto Cattani (PL). Bolsonarista de linha dura, o parlamentar não poupou críticas à senadora após ela afirmar que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estaria monitorado por tornozeleira eletrônica por conta de uma suposta “molecagem” do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Cattani fez questão de expor sua indignação, direcionando falas duras à senadora. O deputado afirmou que esperava outra postura de Buzetti, a quem já havia apoiado em outras pautas, e se disse decepcionado com sua fala pública.
Durante a gravação, o parlamentar defendeu veementemente Eduardo Bolsonaro, afirmando que tanto ele quanto o ex-presidente estariam lutando por princípios como liberdade de expressão e direito à propriedade, especialmente no contexto dos assentamentos rurais. “Era por mim que Bolsonaro estava lutando”, declarou Cattani, ao se referir à sua própria realidade no campo e à regularização fundiária.
O deputado ainda subiu o tom ao acusar o Senado de omissão, especialmente os senadores de Mato Grosso, por não terem atuado na cassação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Cattani, a postura do Senado contribuiu para um ambiente de repressão à liberdade de expressão. Ele ainda rebateu diretamente a fala de Buzetti sobre Eduardo ser “moleque”, invertendo a crítica: “Moleque é quem assiste calado a injustiças, como a condenação de uma mulher por 17 anos por pintar uma estátua com batom”, protestou.
A polêmica surgiu após Buzetti comentar os bastidores da tentativa de aproximação com o governo dos Estados Unidos, em meio à repercussão do chamado “tarifaço” implantado durante a gestão de Donald Trump. Segundo a senadora, uma comissão liderada pela também senadora Tereza Cristina (PP) estava sendo formada com nomes estratégicos para dialogar com autoridades norte-americanas. No entanto, **Eduardo Bolsonaro teria vetado nomes como o da própria Buzetti e do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), o que ela classificou como atitude irresponsável.
A declaração da senadora caiu como uma bomba entre aliados bolsonaristas, abrindo mais um capítulo de divisão interna na direita brasileira, com reflexos diretos no cenário político de Mato Grosso.
Cattani encerrou sua fala afirmando sentir “vergonha por Mato Grosso ter senadores que, segundo ele, não tomam atitudes concretas para defender os cidadãos”, ao mesmo tempo em que reafirmou seu apoio irrestrito ao ex-presidente e à família Bolsonaro.
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