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Educadora destaca avanços e desafios no combate ao racismo nas escolas de Cuiabá

Educadora destaca avanços e desafios no combate ao racismo nas escolas de Cuiabá

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Nesta quinta-feira (20), a diretora da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Agostinho Simplício de Figueiredo, Maria Aparecida Ribeiro Martini, falou sobre a importância do enfrentamento diário ao racismo e o papel fundamental da escola nesse processo. Com 39 anos dedicados à educação, sendo 14 exclusivamente à rede municipal de Cuiabá, a pedagoga — mulher, negra e mãe — reforça que a luta contra o preconceito precisa ser permanente e compartilhada entre poder público, instituições e famílias.

Em entrevista concedida à Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Cuiabá, em homenagem ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, a diretora avaliou as ações educacionais voltadas à igualdade racial e reconheceu que, embora os avanços sejam significativos, o combate ao racismo ainda é um desafio diário.

Por que o poder público deve ter a responsabilidade de educar e promover ações contra o racismo?

Maria Martini explica que o racismo, apesar de ser crime, ainda é uma realidade velada no cotidiano brasileiro. Ao longo de sua trajetória profissional, ela relata ter vivenciado diversas situações de discriminação — inclusive a surpresa de pessoas que questionam sua presença no cargo de diretora por ser uma mulher negra. Para ela, a representatividade hoje é real e amparada pelo poder público, o que fortalece a luta e incentiva novas gerações.

Como o racismo é combatido diariamente nas escolas?

Segundo a educadora, há uma estrutura sólida e crescente para promover igualdade racial nas unidades de ensino. Ela destaca a atuação da Secretaria Municipal de Educação (SME) na elaboração de projetos específicos, além da parceria com instituições como o Conselho Tutelar, a OAB, e programas desenvolvidos pela Polícia Militar, como o “Anjos da Guarda” e o Proerd. Para Maria Martini, essa rede de apoio amplia a conscientização e fortalece a proteção de crianças e adolescentes.

Há necessidade de constante conscientização?

Para a diretora, a resposta é clara: sim. Ela afirma que, apesar dos avanços, o racismo continua existindo de forma silenciosa, o que exige mobilização contínua para garantir e concretizar direitos.

Como é educar em um contexto digital marcado por bullying e cyberbullying?

Maria Martini reconhece que o ambiente digital amplia desafios. Segundo ela, a escola precisa orientar sobre direitos, deveres e riscos, mas reforça que a família é a principal aliada nesse processo. Com o uso cada vez mais precoce de celulares, crianças e adolescentes têm acesso facilitado a conteúdos inadequados, o que exige vigilância e diálogo constante para prevenir a adesão a grupos virtuais que não contribuem para uma formação saudável.

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