![]()
Em meio a corredores hospitalares e momentos de aflição, histórias de amor incondicional ganham destaque nos leitos do Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá. Uma dessas histórias é a da dona de casa Marcela Palma, de 29 anos, moradora de Sinop, que passou cerca de um mês acompanhando a filha Estela, de apenas sete anos, no tratamento contra pneumonia bilateral.
Na última terça-feira (06.05), mãe e filha se distraíam na brinquedoteca do hospital, enquanto contavam os dias para voltarem para casa e comemorarem juntas o Dia das Mães, celebrado neste domingo (11.05). “Meu maior presente será vê-la longe das máquinas, comendo o que quiser, brincando com a irmã”, contou Marcela, emocionada.
Durante o período de internação, datas importantes passaram sem celebração. Aniversário do pai, da avó, Páscoa e os simples desejos da filha, como comer uma pizza de estrogonofe de carne, ficaram em pausa. “Não é só a doença, é o que ela perde enquanto está aqui”, lamentou Marcela.
Presença materna: peça-chave na recuperação
Para o diretor técnico da Santa Casa, o cirurgião pediátrico Osvaldo Mendes, com mais de quatro décadas de atuação, o acompanhamento de mães durante a internação é mais do que emocional: é essencial para a recuperação dos pequenos.
“A mãe é um elo fundamental. A tranquilidade que ela transmite ajuda no tratamento e nos oferece uma parceria indispensável no cuidado com a criança”, explicou Mendes.
Segundo ele, o hospital adota uma abordagem multiprofissional, com atenção não apenas à cura da doença, mas também ao bem-estar emocional de pacientes e acompanhantes. “Além dos médicos, temos psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e técnicos. Todos engajados em cuidar do corpo e da mente de quem está aqui”, completou.
Outras histórias de amor e resiliência
A funcionária administrativa Thaynara Cristina Dias, 21 anos, também enfrentava sua primeira internação hospitalar ao lado do bebê de 9 meses, em tratamento contra uma pneumonia. “O atendimento aqui é excelente. Sentimos cuidado e respeito em cada detalhe”, elogiou.

Já Kerolayne Rocha da Silva, de 31 anos, estava há um dia com o filho Lorenzo, de sete anos, internado no setor de oncologia para tratar um sarcoma. Desde fevereiro enfrentando essa batalha, ela reforçou a importância da estrutura da Santa Casa no processo de cura. “É difícil, mas o melhor lugar para ele estar agora é aqui. O sorriso do meu filho é o que mais importa para mim”, afirmou.
Estrutura e números que fazem a diferença
A Santa Casa conta com:
- 25 leitos cirúrgicos
- 25 leitos clínicos
- 19 leitos de pronto atendimento infantil
- 2 brinquedotecas, sendo uma exclusiva para o setor de oncologia
- Espaço de apoio para mães com filhos na UTI, com estrutura para descanso, banho e refeições rápidas
O pronto atendimento infantil foi modernizado em 2024, aumentando sua capacidade diária de 70 para 120 atendimentos. Só no ano passado, foram 43.594 atendimentos pediátricos, com 2.346 cirurgias infantis realizadas. Em 2025, até o momento, 783 cirurgias já foram feitas, além de 8.639 atendimentos ambulatoriais pediátricos.
Entre paredes brancas e sons de monitores, o que se destaca na Santa Casa são as histórias de mães que enfrentam tudo por seus filhos — e encontram ali mais do que um hospital: um espaço de cuidado, acolhimento e esperança.
Share this content:



Publicar comentário