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Nesta segunda-feira (6), o estudante Allan Valentim de Lima Lopes, do 4º ano da Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida, localizada no bairro Novo Colorado, em Cuiabá, foi destaque ao conquistar o 2º lugar na premiação do Ministério Público do Trabalho (MPT) de melhor desenho estudantil de Mato Grosso, com o tema combate à exploração do trabalho infantil.
A iniciativa busca incentivar a reflexão sobre o direito das crianças à educação e o enfrentamento das desigualdades sociais que as afastam da escola. O primeiro lugar ficou com a estudante Bruna Souza de Camargo, também de Cuiabá.
Segundo o secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, o resultado é motivo de orgulho para toda a rede municipal. “As conquistas dos estudantes de Cuiabá mostram que a educação pública tem grandes talentos. Quando desenvolvidos, se potencializam para contribuir com o Brasil”, afirmou.
Um desenho que fala por muitas crianças
Com papel A4, giz de cera e lápis de cor, Allan criou um desenho dividido em duas partes: na parte superior, uma criança triste sonha em ir à escola, mas precisa trabalhar; na inferior, uma aluna em sala de aula sonha em se tornar Policial Militar.
“Infelizmente, essa é uma realidade. Eu queria mostrar que há crianças trabalhando, enquanto outras conseguem estudar e sonhar. Espero que todas possam estar nas escolas”, disse Allan.
A mãe do estudante, Jucelaine Oliveira de Lima, destacou o incentivo do Ministério Público do Trabalho e o apoio da Prefeitura de Cuiabá. “Meu filho ama desenhar e cria histórias desde pequeno. Premiações como essa mostram que o talento das crianças pode ser um caminho de transformação”, comentou.
O pai, William Gelson de Abreu Lopes, também celebrou a conquista. “Isso é fruto da soma entre família, escola e uma instituição séria como o MPT. Tenho muito orgulho e confiança no futuro do meu filho”, afirmou.
Para a diretora da escola, Maristela Ribeiro, o reconhecimento de Allan motiva outros alunos. “Estamos muito felizes. Essa conquista inspira e estimula o desenvolvimento artístico e emocional de outras crianças”, destacou.
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