Sete membros de uma organização criminosa foram sentenciados pelo Tribunal Popular do Júri da Comarca de Cuiabá, na última quinta-feira (27), por envolvimento em um homicídio e uma tentativa de assassinato ocorridos em 2019. A decisão é resultado de uma investigação detalhada da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).
Os condenados foram responsabilizados por tortura, homicídio qualificado por motivo torpe, uso de meio cruel e dificuldade de defesa da vítima, além de associação criminosa. Somadas, as penas ultrapassam 129 anos de prisão, com cada réu recebendo uma condenação proporcional ao nível de participação nos crimes.
O crime brutal
O caso aconteceu em janeiro de 2019, às margens do Rio Coxipó, em Cuiabá. As vítimas, Weslley da Silva Natividade e outro homem, foram brutalmente agredidas pelos faccionados, acusados de aplicar um “salve” — punição determinada pela facção. Weslley foi espancado com chutes, socos, pauladas e até submetido a afogamento. Apesar de ter sido socorrido e encaminhado ao hospital, ele não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia seguinte.
O segundo alvo da facção também foi espancado violentamente, sofrendo ferimentos graves e fraturas na perna. Entretanto, conseguiu sobreviver.
A investigação e a sentença
A DHPP apurou que a punição foi ordenada pela facção depois que as vítimas foram acusadas de furtar joias, roupas e eletrônicos de um dos criminosos. O trabalho investigativo identificou todos os envolvidos, incluindo o mandante do crime e os responsáveis pela execução do “salve”.
Com base nas provas levantadas, o júri popular sentenciou os sete réus a penas de prisão e multas. A Polícia Civil de Mato Grosso reforçou seu compromisso com a segurança pública e destacou que a investigação minuciosa foi fundamental para responsabilizar os criminosos.
Share this content:
Publicar comentário