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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta terça-feira (22), um homem de 36 anos, acusado de descumprir repetidamente medidas protetivas de urgência concedidas à ex-companheira. Com a prisão do suspeito, a mulher e os quatro filhos pequenos finalmente poderão retomar a rotina com segurança.
A denúncia foi feita em março deste ano, após o agressor, sob efeito de entorpecentes, invadir a residência da vítima, ameaçá-la com uma faca e tentar agredi-la. Segundo o boletim, ele ainda afirmou que a mataria caso decidisse se separar.
O casal manteve uma relação por mais de sete anos, e teve quatro filhos, com idades entre um e seis anos. Em depoimento, a mulher revelou que foi vítima constante de violência física e psicológica, inclusive durante as gestações. Mesmo assim, manteve o relacionamento, na esperança de que o companheiro mudasse de comportamento — o que não ocorreu. As agressões se intensificaram ao longo do tempo.
No dia 27 de março, após mais um episódio violento, a vítima procurou apoio na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá. Ela recebeu acolhimento e decidiu solicitar medidas protetivas.
Contudo, o agressor desrespeitou as restrições impostas pela Justiça, retornando diversas vezes à residência da família. Diante da insistência e da ameaça à integridade da mulher e dos filhos, a delegada Judá Marcondes, titular da DEDM, pediu a prisão preventiva do suspeito, prontamente deferida pelo Poder Judiciário.
Sem paradeiro fixo, o investigado não foi localizado de imediato. Por segurança, mãe e filhos foram acolhidos em uma casa de amparo, uma vez que ele seguia tentando localizá-los.
A prisão ocorreu nesta terça-feira, quando um investigador da Delegacia da Mulher identificou o suspeito circulando em via pública. Sabendo da ordem judicial em aberto, o agente realizou a prisão imediata e o conduziu à unidade policial.
A Delegacia da Mulher reforça que descumprir medidas protetivas é crime previsto na Lei Maria da Penha, e que a prisão preventiva é um instrumento legal para proteger a vítima e assegurar o cumprimento das determinações judiciais.
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