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Nesta quinta-feira (18), após cerca de seis horas de julgamento, o réu Wendel dos Santos Silva, 38 anos, foi condenado pelo Tribunal do Júri a 31 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo feminicídio de sua noiva, Lediane Ferro da Silva, 43 anos, ocorrido em 15 de abril de 2023, em Peixoto de Azevedo. Além da pena, ele deverá pagar R\$ 150 mil de indenização por danos morais à família da vítima.
Durante a sessão, foram ouvidos o filho de Lediane, a filha do acusado, uma amiga da vítima e um investigador da Polícia Civil. O próprio réu também prestou depoimento. A acusação foi conduzida pela promotora de Justiça Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes, que classificou o réu como “feminicida covarde” e apresentou ao Conselho de Sentença o vídeo em que ele desfere os golpes de faca na vítima dentro da cozinha da casa dela, após uma discussão.
A defesa, feita pela advogada Tatiane Ferreira, tentou afastar a qualificadora de motivo torpe, alegando que o ciúme não poderia ser enquadrado dessa forma. No entanto, o Conselho de Sentença acatou todas as três qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público.
O juiz João Zibordi Lara, da 2ª Vara de Peixoto de Azevedo, ressaltou que o julgamento foi realizado dentro do prazo estipulado pelo CNJ. “Todos os direitos e deveres das partes foram respeitados e conseguimos entregar à sociedade a resposta da Justiça em menos de dois anos”, destacou.
Emocionada, a irmã da vítima, Osmilda Albuquerque, disse que a condenação trouxe algum alívio à família. “É claro que a gente queria que ele pegasse mais, mas com 31 anos e seis meses ele vai sair com 70 anos, então já está bom. A minha irmã era uma pessoa bondosa, maravilhosa. Quem conheceu a Lediane em Peixoto sabe disso”, declarou.
A promotora Andreia Bezerra também afirmou que o resultado envia um recado firme à sociedade: “Não vamos aceitar crimes de feminicídio ou qualquer violência doméstica contra a mulher”.
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