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Nesta domingo (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcou presença na abertura do desfile cívico-militar do 7 de Setembro em Brasília, ao lado da primeira-dama, Janja da Silva, a bordo do Rolls-Royce presidencial conversível. Com um forte esquema de segurança, o evento contou com público reduzido e evidenciou a nova estratégia do governo de explorar o apelo à soberania nacional e ao patriotismo, que devem ter papel central na campanha de reeleição de Lula em 2026.
O Palácio do Planalto aposta na divulgação de peças publicitárias e slogans, como “Governo do Brasil do lado do povo brasileiro”, para capitalizar politicamente o Dia da Independência. Militantes posicionados próximos ao palanque e aos microfones da televisão estatal gritavam a frase “Lula, guerreiro do povo brasileiro” à medida que o presidente se aproximava. Na tribuna, Lula e Janja estavam ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, além de diversos ministros e integrantes do governo. Apesar do convite, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não compareceram.
Diferentemente de presidentes anteriores, Lula não discursou na abertura do desfile e não deve falar ao longo do domingo. No sábado (6), em pronunciamento em rede nacional pelo 7 de Setembro, ele criticou os chamados “traidores da pátria”, que “foram eleitos para trabalhar pelo povo brasileiro, mas defendem apenas seus interesses pessoais”, em referência ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL), atualmente nos Estados Unidos articulando sanções contra o Brasil. O presidente também reforçou promessas da campanha de 2022, como a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R\$ 5 mil e a tributação de super-ricos.
Críticas ao governo
Analistas e opositores destacam que, apesar da estratégia de exaltar o patriotismo, o governo federal enfrenta críticas em áreas sensíveis, como segurança pública, educação e infraestrutura. Muitos apontam que o desfile contou com público limitado não apenas por segurança, mas também pela falta de engajamento popular, reflexo de insatisfação com altos índices de violência e inflação persistente. Setores da sociedade civil e parlamentares também questionam a utilização de recursos públicos para campanhas de marketing eleitoral disfarçadas de comemoração cívica, considerando o cenário econômico ainda delicado para grande parte da população.
Jingle oficial
Seguindo a estratégia de usar o 7 de Setembro para reforçar a popularidade, o governo lançou um novo jingle oficial, intitulado “Coração Brasileiro”, gravado pela ministra da Cultura e cantora Margareth Menezes. Oficialmente, a canção celebra as comemorações do Dia da Independência do Brasil.
Nas redes sociais de Lula, o lançamento recebeu destaque: “Neste 7 de Setembro, celebramos um Brasil que bate forte no coração de cada brasileiro e brasileira. Uma canção de orgulho e esperança, na voz potente de Margareth Menezes, que nos lembra: este é o governo do Brasil pelo povo brasileiro”, afirmou a postagem oficial.
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