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Mãe de advogado preso não consegue abraçar filho durante velório da avó; Vídeo

Mãe de advogado preso não consegue abraçar filho durante velório da avó; Vídeo

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Nesta terça-feira (26), a mãe do advogado Lucas Brasileiro teve o pedido negado para abraçar o filho durante o sepultamento da avó. A situação gerou comoção e foi registrada em vídeo, no qual a mulher aparece chorando e lamentando a perda, enquanto clamava pelo abraço.

Lucas Brasileiro, preso pelos atos de 8 de janeiro, foi levado algemado e escoltado por policiais para o velório, localizado a 120 quilômetros de distância da penitenciária. O pai do advogado, Evandro Brasileiro, divulgou vídeo afirmando que o ministro do STF Alexandre de Moraes havia autorizado a saída do filho, mas a penitenciária alegou falta de transporte e contingente para escolta.

No registro, Evandro mostrou a autorização de Moraes e criticou a negativa da penitenciária, afirmando que nem o direito de prestar homenagem à avó foi respeitado. “Todas essas injustiças não vão parar?”, disse ele, emocionado ao lado do caixão.

Após o desabafo do pai, outro vídeo mostra Lucas chegando ao velório escoltado por policiais. Ao deixar o local da homenagem, ele foi aplaudido por presentes, enquanto a repercussão do episódio se espalhou pelas redes sociais.

Advogado está preso há dois anos pelos atos de 8 de janeiro

Lucas Costa Brasileiro, está preso há dois anos por participação nos atos do dia 8 de janeiro de 2023, continua sem que haja provas de sua participação em crimes. Casado e pai de duas filhas, sendo uma bebê, ele permanece privado da convivência familiar.

Ele entrou no Palácio do Planalto para se proteger de gás lacrimogêneo, sem provas de depredação, segundo fontes. Acusações incluem abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e associação criminosa.

O advogado foi condenado a 14 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a família, Lucas teria entrado no Palácio do Planalto apenas para se proteger das bombas de gás lacrimogêneo durante os atos. O pai relata que ele chegou à Esplanada às 17h40, pois participava de um concurso público, e foi preso por volta das 18h.

Nos autos do processo, não existem provas de que ele tenha cometido depredações ou qualquer crime na Praça dos Três Poderes durante o ocorrido.

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