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Na quinta-feira (12), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação “Bad Fish” com o objetivo de reprimir crimes de furto qualificado mediante fraude eletrônica. A ação contou com o apoio das polícias civis da Bahia e do Rio Grande do Sul.
A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), que investigou a atuação de um grupo criminoso suspeito de invadir dispositivos eletrônicos e capturar dados pessoais e bancários de vítimas por meio da técnica conhecida como “phishing”.
Esse tipo de golpe cibernético consiste no envio de mensagens falsas, e-mails, links patrocinados, SMS ou conteúdos em redes sociais que simulam ser de empresas confiáveis, como bancos, operadoras de telefonia ou grandes companhias. O objetivo é induzir a vítima a fornecer informações sensíveis, como senhas, dados bancários e números de cartões.
Durante a operação foram cumpridas oito ordens judiciais, incluindo três mandados de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão, além de quebra de sigilo de dados telemáticos e bloqueio de valores depositados em contas bancárias.
As determinações judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá e cumpridas nas cidades de Vitória da Conquista (BA) e Portão (RS), com apoio das respectivas polícias civis estaduais.
Investigação
Segundo a investigação, o grupo criminoso invadiu o sistema informático de uma empresa do setor de peças automotivas sediada em Cuiabá, conseguindo capturar as credenciais bancárias verdadeiras da empresa.
De posse dessas informações, os suspeitos acessaram a conta bancária da vítima por meio do internet banking e realizaram transferências de dinheiro para contas pessoais ligadas aos investigados.
A apuração também identificou que parte dos valores desviados foi convertida em criptoativos, estratégia utilizada para ocultar a origem do dinheiro e dificultar o rastreamento, prática que caracteriza lavagem de dinheiro.
O prejuízo causado à empresa vítima do golpe foi estimado em aproximadamente R$ 34 mil.
Crimes investigados
Com base nas provas reunidas, os investigados deverão ser indiciados por invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Após a conclusão do inquérito, o caso será encaminhado ao Poder Judiciário, que dará sequência às medidas legais cabíveis.
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