![]()
Nesta quinta-feira (26.2), a Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu mandado de busca e apreensão em apoio à Polícia Civil de Santa Catarina durante a Operação Sepulcros Caídos, que mira uma organização criminosa investigada por estelionato e lavagem de dinheiro com atuação em vários estados.
Ao todo, foram expedidos 10 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 211 milhões em bens e valores dos investigados, por determinação da Vara Estadual das Organizações Criminosas de Santa Catarina. As ordens judiciais foram cumpridas em Santa Catarina, São Paulo, Ceará, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
As investigações ficaram a cargo da Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro (DLAV/Deic), com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em Mato Grosso, a ação foi executada pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá.
Esquema sofisticado
A apuração identificou um modelo estruturado em múltiplas camadas, no qual o grupo recrutava “laranjas” para abertura de contas em bancos digitais e corretoras de criptoativos, utilizando fraudes nos processos de verificação de identidade. A estratégia tinha como finalidade fragmentar valores ilícitos e dificultar o rastreamento pelas autoridades.
Também foram detectadas empresas de fachada nas regiões Nordeste e Sul, usadas para simular transações comerciais e conferir aparência de legalidade aos recursos movimentados.
A análise de dispositivos eletrônicos e relatórios de inteligência financeira apontou a existência de operadores de alto escalão. Um dos investigados teria movimentado mais de R$ 318 milhões, mesmo figurando como beneficiário de auxílio emergencial.
Integração nacional
A operação contou com suporte da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio do Projeto I.M.P.U.L.S.E., garantindo logística e integração entre as forças policiais envolvidas.
Também participaram unidades especializadas como o Laboratório de Tecnologia em Lavagem de Dinheiro (LABLD), Delegacia de Defraudações, Delegacia de Crimes Ambientais e contra as Relações de Consumo, Delegacia de Roubos e Antissequestro, Delegacia de Furto e Roubo de Cargas e a Diretoria de Polícia da Grande Florianópolis, além das Polícias Civis dos estados envolvidos.
A ofensiva representa avanço no combate à lavagem de dinheiro e à descapitalização de organizações criminosas, especialmente aquelas que utilizam tecnologias financeiras e criptoativos para ocultar recursos ilícitos.
Share this content:



Publicar comentário