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Nesta segunda-feira (2), forças de segurança pública, em parceria com a Energisa, divulgaram o balanço de uma operação conjunta realizada entre os dias 28 e 30 de janeiro, com foco no combate ao furto de energia elétrica em Cuiabá. A ação resultou na condução de 19 pessoas na capital.
Batizada de Operação Energia Limpa, a ofensiva teve como alvo 33 pontos previamente mapeados pela concessionária responsável pela distribuição de energia. A iniciativa mobilizou mais de 200 profissionais, envolvendo equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Politec e técnicos da Energisa.
A operação já havia sido executada em Cuiabá em 2025 e foi retomada neste ano como parte de uma estratégia permanente de enfrentamento aos crimes de furto de energia. Ao longo de 2026, a força-tarefa também deve realizar ações semelhantes em diferentes municípios do Estado.
O trabalho tem como objetivo identificar, interromper e responsabilizar esquemas de ligações clandestinas, fraudes em medidores e outras irregularidades. Além de crime previsto em lei, essas práticas colocam em risco a segurança da população, sobrecarregam a rede elétrica e geram prejuízos que acabam sendo repassados aos consumidores regulares.
Durante os três dias de atuação, equipes técnicas e policiais cruzaram informações, realizaram inspeções em imóveis e efetuaram prisões em flagrante. As regiões fiscalizadas foram definidas com base em levantamentos que apontaram histórico recorrente de irregularidades.
Somente no mês de janeiro de 2026, 27 pessoas foram conduzidas em Mato Grosso por suspeita de envolvimento em furtos de energia.
Segundo o gerente de combate a perdas da Energisa, Luciano Lima, o furto de energia vai além do prejuízo financeiro. “Esse tipo de crime coloca vidas em risco e prejudica toda a sociedade. O trabalho integrado tem se mostrado cada vez mais eficiente, garantindo segurança, qualidade no fornecimento e justiça para quem paga corretamente”, destacou.
Riscos à população
As ligações clandestinas aumentam significativamente o risco de incêndios, choques elétricos e quedas no fornecimento, além de impactarem diretamente no custo final da energia paga pelos consumidores que estão regulares.
Em janeiro, a Operação Energia Limpa já contabiliza 27 prisões, e novas etapas estão previstas para ocorrer ao longo de todo o ano. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais das forças de segurança e da concessionária.
Balanço anual
Ao encerrar 2025, a Operação Energia Limpa registrou 124 pessoas presas, número 113,8% superior ao de 2024, quando 58 detenções foram contabilizadas, reforçando o avanço das ações de combate ao furto de energia em Mato Grosso.
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