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Operação mira casas de apoio e cumpre 21 ordens contra facção

Operação mira casas de apoio e cumpre 21 ordens contra facção

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Nesta sexta-feira (20.2), a Polícia Civil deflagrou a Operação R2 – Refúgio Rastreado, com o cumprimento de 21 ordens judiciais voltadas ao enfrentamento direto de uma facção criminosa com atuação em Cáceres e municípios da região.

As determinações judiciais incluem cinco mandados de prisão cautelar, oito mandados de busca e apreensão e medidas de afastamento de sigilo, autorizadas após investigação conduzida pela Delegacia de Cáceres. As ações ocorrem simultaneamente em Cáceres, São José do Rio Claro e Cuiabá.

Entre os alvos está um homem de 32 anos, identificado após a divulgação de um vídeo nas redes sociais em que aparece exaltando organização criminosa, fato que reforçou os indícios apurados durante a investigação.

A operação mobilizou equipes da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), 1ª Delegacia de Polícia, Delegacia de São José do Rio Claro e Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), fortalecendo a atuação integrada no cumprimento das ordens.

Durante as apurações, a Polícia Civil identificou imóveis utilizados como bases logísticas da facção, empregados para armazenamento de drogas e armas, além de servirem como abrigo temporário para integrantes do grupo. Segundo as investigações, esses locais funcionavam como pontos estratégicos para a manutenção das atividades ilícitas. As buscas visam reunir provas e desarticular a estrutura operacional da organização.

O delegado responsável pelo caso, Mauro Apoitia, afirmou que a ofensiva representa mais um avanço no combate às facções criminosas e destacou a relevância das denúncias anônimas, que contribuem diretamente para o andamento das investigações. Ele reforçou que as forças de segurança permanecem integradas e atuantes, especialmente diante de crimes violentos, como homicídios, ressaltando que não haverá espaço para o crime organizado na região.

O nome “Refúgio Rastreado” faz alusão às casas de apoio identificadas ao longo das investigações, utilizadas como esconderijo e suporte às atividades criminosas.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro da Operação Pharus – Farol da Justiça, inserida no programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções em todo o Estado. A denominação remete à ideia de um farol que ilumina a escuridão, simbolizando o papel do Estado em expor e combater ameaças criminosas.

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