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Operação mira grupo criminoso em Cuiabá envolvido em fraudes eletrônicas

Operação mira grupo criminoso em Cuiabá envolvido em fraudes eletrônicas

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Nesta quarta-feira (28), a Polícia Civil de Mato Grosso, em ação conjunta com a Polícia Civil do Amapá, deflagrou a Operação Marketplace, com o cumprimento de sete ordens judiciais contra um grupo criminoso instalado em Cuiabá, investigado por fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Durante a operação, estão sendo cumpridos sete mandados de prisão preventiva, além de bloqueios patrimoniais dos investigados. As apurações indicam a prática de fraude eletrônica, crime cuja pena pode variar de 10 a 25 anos de prisão, conforme a legislação vigente.

As investigações identificaram vítimas em diversos estados do país, entre eles Roraima, Tocantins, Goiás, Bahia, Maranhão, Sergipe, Rio Grande do Norte, São Paulo e Santa Catarina, evidenciando a amplitude nacional da atuação do grupo.

O trabalho investigativo foi conduzido pela Delegacia Especializada de Repressão a Fraude Eletrônica (DRFE), com apoio da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, e teve início após o registro de boletins de ocorrência relacionados ao golpe do falso intermediário. O crime envolvia anúncios fraudulentos de venda de veículos publicados em marketplaces de redes sociais.

Segundo a Polícia Civil, os criminosos clonavam anúncios legítimos de venda de automóveis e republicavam os mesmos produtos por valores muito abaixo do mercado. Ao se interessar pela oferta, uma segunda vítima entrava em contato e, tanto o comprador quanto o vendedor eram induzidos a realizar pagamentos para contas bancárias indicadas pelos golpistas.

Após a transferência dos valores, as vítimas eram bloqueadas pelos criminosos, momento em que percebiam ter sido enganadas. Com o avanço das investigações, foi possível identificar a participação de pelo menos 23 pessoas, além do envolvimento direto de internos do sistema penitenciário de Mato Grosso.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de tarefas, atuação permanente e estável, e operava de forma coordenada para obter vantagens ilícitas por meio de golpes digitais, seguido da ocultação e dissimulação dos valores obtidos ilegalmente.

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