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Para Medeiros, Moraes perdeu legitimidade no STF após revelações de mensagens

Para Medeiros, Moraes perdeu legitimidade no STF após revelações de mensagens

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Nesta sexta-feira (06), o deputado federal José Medeiros (PL) afirmou que recentes revelações divulgadas pela imprensa sobre mensagens do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, levantam dúvidas sobre a legitimidade do ministro Alexandre de Moraes para permanecer no Supremo Tribunal Federal e manter decisões relacionadas aos atos de Atos de 8 de janeiro de 2023 no Brasil.

De acordo com reportagem exibida no Jornal Nacional, da TV Globo, mensagens obtidas durante investigações apontam que Vorcaro teria relatado encontros com o ministro e enviado uma mensagem diretamente a Moraes no dia em que foi preso. As conversas também indicam que o empresário participou de uma reunião no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do governo.

Para Medeiros, o conteúdo divulgado reforça questionamentos sobre a atuação do ministro em processos relacionados às investigações e prisões decorrentes dos atos de 8 de janeiro.

“O que o ministro Alexandre tem revelado tira sua legitimidade tanto para continuar no STF quanto para sustentar as decisões que ele tomou em relação ao 8 de janeiro”, afirmou o parlamentar.

O deputado também criticou o Senado Federal do Brasil, alegando que a Casa estaria evitando investigações sobre ministros da Suprema Corte. Segundo ele, existe uma interpretação equivocada de que qualquer tentativa de apuração representaria um ataque institucional ao Judiciário.

“Hoje existe um pensamento no Senado de que investigar um ministro do STF seria atacar o Supremo. Isso não está certo. O ministro Alexandre não tem mais condições de sustentar essa narrativa que ele criou para prender milhares de pessoas”, declarou.

Medeiros ainda afirmou que, na avaliação dele, o cenário político só deve mudar após as eleições de 2026, quando poderia ocorrer uma renovação na composição do Senado.

“Essa situação só pode mudar depois de 2026, quando tivermos um Senado diferente”, disse.

Diante das críticas às decisões judiciais relacionadas aos atos de 8 de janeiro, o deputado voltou a defender anistia aos presos envolvidos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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