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Na sexta-feira (13), veio à tona que a Polícia Federal do Brasil encaminhou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Edson Fachin, um relatório que detalha a relação entre o ministro Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, no contexto de investigação envolvendo o Banco Master.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, informou que dados extraídos do celular do empresário trazem menções frequentes ao ministro Alexandre de Moraes, incluindo conversas que fariam referência a pagamentos e indicariam proximidade entre ambos.
Ainda conforme a reportagem, tornou-se público em dezembro que Viviane Barci de Moraes — esposa do magistrado — firmou contrato com o banco prevendo repasses de quase R$ 130 milhões ao longo de três anos para atuação institucional junto a órgãos dos três Poderes. Até o momento, não foram apontadas evidências de serviços equivalentes ao valor acordado, e nem ela nem o ministro detalharam o conteúdo do acordo.
O material que cita Moraes ainda não foi formalmente enviado a Fachin. A avaliação interna indicava que, caso permanecesse sob relatoria de Toffoli — que anteriormente conduzia o caso e tomou decisões divergentes das posições defendidas pela PF — o relatório poderia ser arquivado.
A investigação foi redistribuída por sorteio ao ministro André Mendonça, após saída de Toffoli, movimento que alterou o cenário no tribunal e ampliou a pressão sobre os envolvidos.
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