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Nesta terça-feira (14), as negociações entre a Prefeitura de Cuiabá e os sindicatos da Saúde registraram avanços significativos em torno do pagamento do adicional de insalubridade. A reunião, conduzida pelo prefeito Abilio Brunini (PL) no Palácio Alencastro, contou com a presença de representantes das categorias de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e odontólogos, além de vereadores e secretários municipais.
Durante o encontro, que se estendeu por cerca de três horas, foi construída uma proposta de consenso entre o Executivo e os sindicatos. O acordo, formalizado em ata de entendimentos, prevê o encaminhamento de um projeto de lei que fixa o adicional de insalubridade para todos os servidores da saúde com base na Classe A, levando em conta o tempo de serviço de cada profissional.
Participaram da reunião os secretários Marcelo Bussiki (Economia), Ana Karla Costa (Comunicação) e Ananias Filho (Governo), além dos vereadores Paula Calil (presidente da Câmara), Daniel Monteiro, Adevair Cabral, Baixinha Giraldelli e Cezinha Nascimento.
O prefeito Abilio anunciou que o projeto está em fase final de elaboração e será enviado à Câmara Municipal em caráter de urgência urgentíssima, nesta quinta-feira (16), para que seja votado antes do fechamento da folha de pagamento, previsto para os dias 19 e 20 de outubro.
“Em vez de pagar só o piso A1, a gente manda um projeto de lei para a Câmara e paga também pelo tempo de serviço. Não pela formação, mas pela dedicação”, explicou o prefeito.
O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) foi o primeiro a aderir à proposta, enquanto as demais entidades têm até as 20h desta quarta-feira (15) para confirmar o acordo. Caso todas as categorias concordem, o Executivo abrirá novo diálogo até 23 de outubro para tratar de medidas de compensação financeira, incluindo a criação do “Prêmio Saúde”, previsto para ser pago em folha complementar de novembro.
O acordo também prevê a revisão das regras do Prêmio Saúde, com o reconhecimento de atestados médicos sem perda do benefício, e a criação de um banco de horas específico para os profissionais da rede municipal.
Abilio Brunini ressaltou que o objetivo é conciliar responsabilidade fiscal e valorização dos servidores.
“A cidade precisa manter suas contas em ordem, mas também reconhecer o esforço dos nossos profissionais. Essa proposta garante justiça e estabilidade”, afirmou.
As entidades sindicais reforçaram o compromisso com o diálogo institucional e destacaram o avanço nas tratativas, consolidando um passo importante na terceira rodada de negociações entre o município e os trabalhadores da saúde.
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