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Neste domingo (23), a Prefeitura de Cuiabá iniciou o mutirão “Telefone sem fio”, uma força-tarefa em parceria com a Energisa para remover fios abandonados, clandestinos ou mal instalados, que vêm causando poluição visual e risco à segurança de moradores e equipes que atuam nos postes. A operação recebeu apoio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp) e de policiais militares da Hora Delegada, que acompanharam seis equipes da concessionária — duas delas terceirizadas — na execução dos trabalhos.
A ação começou pela Avenida das Palmeiras e pela Rua Rui Barbosa, no bairro Recanto dos Pássaros, onde, em apenas três horas, uma tonelada de cabos já havia sido retirada. Operadoras de telefonia e internet foram convocadas para acompanhar o mutirão, mas apenas Vivo e Nave Net compareceram.
Segundo a delegada Juliana Palhares, secretária da Sorp, o trabalho será contínuo ao longo de todo o ano. Ela reforça que o objetivo é eliminar fios clandestinos ou em desuso e organizar a ocupação dos postes. “A operação vai durar o ano todo. Queremos uma cidade mais segura, ordenada e bonita, reduzindo riscos à vida e ao patrimônio das pessoas”, afirmou.
A limpeza dos cabos pode resultar na interrupção temporária de telefone e internet para alguns moradores, devido à ausência de identificação em fios irregulares. Quem for afetado pode acionar o Procon Municipal, que montou uma equipe de plantão para atender essas situações específicas pelo número (65) 3641-6400.
Palhares reforçou que o consumidor não deve arcar com prejuízos causados pela falta de organização das operadoras, lembrando que há regras e normas que determinam o uso correto da estrutura elétrica.
O engenheiro Cézar, da Energisa, explicou que as ações aos domingos facilitam o trabalho por causa do fluxo menor de veículos. Ele destacou que muitos cabos instalados pelas operadoras ficam abaixo da rede da Energisa e frequentemente apresentam irregularidades.
Apesar de ser obrigatório que as empresas tenham autorização, contrato e projeto aprovados para usar os postes, a prática mostra que boa parte delas não segue as normas. Cabos muito próximos da rede energizada, com menos de 60 cm de distância, podem se tornar perigosos; já fios baixos ou frouxos oferecem risco direto a motoristas e pedestres. A altura mínima regulamentada é de 4,5 metros, com cabos devidamente esticados e plaquetas de identificação.
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