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Nesta segunda-feira (30) a Central de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá alcançou um novo patamar na organização do acesso a exames e consultas do SUS, após uma série de ajustes internos que ampliaram a oferta e aceleraram autorizações. A mudança resultou em liberação praticamente imediata para três exames de alta complexidade: ressonância magnética, tomografia computadorizada e cintilografia.
O balanço atualizado mostra que as tomografias contam com 1.000 vagas abertas, número superior à demanda atual — o que permite que os agendamentos ocorram em tempo real.
O mesmo cenário ocorre nas ressonâncias, que hoje somam 910 vagas disponíveis. “As ressonâncias também estão em tempo real. Os reguladores continuam autorizando hoje, e isso mostra que o sistema está funcionando de forma muito mais eficiente do que no passado”, destacou a secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona.
Já a fila de cintilografia para moradores de Cuiabá está completamente zerada. Os poucos pacientes ainda em espera são do interior do Estado, seguindo os critérios da Programação Pactuada Integrada (PPI). “Zerar a fila de cintilografia é resultado direto da reorganização e do acompanhamento diário. Esse é o tipo de indicador que mostra que estamos no caminho certo”, reforçou Danielle.
Avanço também nas cirurgias eletivas e consultas
O monitoramento atualizado da Central aponta estabilidade nas cirurgias eletivas, que incluem 23 tipos de procedimentos — entre eles vasectomia, colecistostomia, dermolipectomia não estética, quadrantectomia, drenagem pleural, hidrocele e varicocele. A fila real segue dentro do prazo regulatório de 90 dias.
O mesmo ocorre com consultas especializadas. Áreas como gastroenterologia, ortopedia (adulto, pediátrica, joelho e ombro), otorrinolaringologia pediátrica, neurologia, nefrologia, cardiologia infantil, infectologia e pneumologia seguem com autorizações em tempo real. Para pacientes de outros municípios, a marcação respeita as regras da PPI.
Redução histórica das filas entre agosto e novembro
A reorganização trouxe uma queda expressiva nos três principais segmentos avaliados pela Regulação:
- Fila hospitalar: reduziu de 24.071 (agosto) para 19.958 (novembro).
- Fila de consultas: caiu de 205.535 para 153.023.
- Procedimentos ambulatoriais: passaram de 221.875 para 181.826.
Para Danielle Carmona, os avanços comprovam o impacto das mudanças implementadas.
“Quando organizamos grades, revisamos contratos e fortalecemos o trabalho dos médicos reguladores, o resultado é esse: filas menores, exames em tempo real e atendimento mais humano para quem depende do SUS. Nossa meta é manter esse ritmo e garantir acesso rápido e eficiente para toda a população.”
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