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Neste domingo (30) moradores do Contorno Leste, em Cuiabá, relataram emoção, alívio e gratidão após o anúncio do prefeito Abilio Brunini sobre a desapropriação e regularização fundiária da área onde já vivem mais de 1.170 famílias. A reunião reuniu um grande público e marcou um dos momentos mais significativos para quem há anos luta por segurança jurídica e condições dignas de moradia.
Entre os presentes, Rui Barbosa, de 64 anos, não conteve as lágrimas ao falar da decisão. Ele destacou que não possui outro local para viver e que sua casa — construída de madeira e com material doado — representa tudo o que tem. Para ele, a medida traz segurança e encerra a sensação diária de incerteza que acompanhava cada morador.
A presidente da Associação Jardim Esperança 2, Sirley Valentim, descreveu a dura realidade enfrentada pelas famílias do local, marcada por problemas de saúde, dificuldades financeiras e falta de políticas públicas devido à irregularidade da área. Ela citou casos de mães que não conseguem trabalhar por cuidarem de crianças com microcefalia ou autismo, além de idosos sem assistência e até mortes por falta de atendimento. Segundo Sirley, o anúncio da prefeitura representou “um grande passo” para transformar o cenário.
Outros moradores também celebraram o ato do Executivo. Fabiana Fabrícia classificou o anúncio como um “presente de final de ano”, ressaltando que muitas famílias poderão “dormir sossegadas”, sem medo de perder suas casas. Emocionada, ela mencionou moradores com crianças doentes e pessoas que vivem há anos sem um lar seguro.
Luis Cláudio Ferreira de Souza destacou a união da comunidade, formada por brasileiros, venezuelanos e haitianos, todos na mesma busca por dignidade. Segundo ele, o gesto do prefeito cumpre uma promessa e se torna um marco histórico para quem lutou pela área. Jefferson Paulo reforçou que a comunidade quer ser acolhida e atendida, e que sempre acreditou que a regularização aconteceria.
O presidente do Jardim Esperança 1, Samuel do Nascimento, lembrou que a ocupação sempre buscou atender famílias realmente carentes, muitas delas com crianças e vivendo anteriormente de aluguel. Ele afirmou que o objetivo sempre foi acolher quem mais precisava.
O advogado Daniel Ramalho, que acompanha o caso há três anos, destacou que a decisão representa esperança e dignidade, mas lembrou que o processo ainda seguirá etapas até a regularização completa. Para ele, o anúncio da prefeitura, somado às decisões da Suprema Corte, representa um avanço histórico para as famílias.
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