![]()
Nesta sexta-feira (14), a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informou que tem registrado avanços na redução do tempo de espera nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital. Mesmo com o aumento expressivo na procura por atendimentos, a rede municipal conseguiu reorganizar o fluxo de pacientes e diminuir o tempo médio de espera, principalmente para os casos classificados como não urgentes.
As melhorias também tiveram reconhecimento institucional. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 7ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva da Saúde de Cuiabá, decidiu arquivar o inquérito civil que investigava a superlotação nas UPAs da capital, após avaliar as medidas adotadas pela atual gestão para reorganizar o fluxo assistencial, ampliar a rotatividade de leitos e reduzir o tempo de permanência de pacientes nas unidades.
A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destacou que os resultados são fruto de uma reorganização da rede e do alinhamento entre as unidades de urgência e os hospitais da capital.
“Nosso objetivo é garantir atendimento mais ágil para a população. Mesmo com o aumento significativo no número de atendimentos nas UPAs, conseguimos reduzir o tempo de espera e melhorar o fluxo entre as unidades e os hospitais. Isso é resultado de planejamento, diálogo com as equipes e organização da rede para que cada paciente receba o atendimento adequado no tempo certo”, afirmou.
Segundo a gestora, a estratégia envolveu alinhamentos diretos com os gestores das UPAs, do Hospital São Benedito, do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), do Hospital e Pronto-Socorro Municipal e da Central de Regulação Estadual, para destravar transferências e garantir maior rotatividade de leitos hospitalares.
De acordo com a Secretaria Adjunta de Atenção Secundária, quando a atual gestão assumiu, em janeiro de 2025, a média de espera para pacientes classificados com pulseira verde — considerados casos sem urgência — chegava a seis horas ou mais em algumas unidades. Atualmente, há registros de dias em que o atendimento ocorre em pouco menos de duas horas.
O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonsa, destacou que os avanços ocorreram mesmo com o crescimento da demanda.
“Quando assumimos, havia uma média de espera que chegava a seis horas para pacientes classificados como verdes. Hoje conseguimos reduzir para cerca de três horas e quarenta minutos, com dias em que essa espera cai para duas horas. E isso aconteceu mesmo com o aumento no número de atendimentos. Ou seja, conseguimos dar mais fluidez ao atendimento e melhorar a assistência ao usuário”, explicou.
Fast Track melhora fluxo na UPA Leblon
Um exemplo dessa evolução é a UPA Leblon, que registrava em 2025 média mensal de 11 mil atendimentos, com tempo de espera que podia chegar a seis horas para casos sem urgência. Em fevereiro de 2026, o número de atendimentos subiu para cerca de 14 mil por mês, enquanto o tempo de espera para pacientes classificados com pulseira verde caiu para aproximadamente duas horas.
Na unidade, a Prefeitura implantou em 24 de fevereiro o atendimento Fast Track, voltado para pacientes com quadros clínicos de menor gravidade. Em pouco mais de duas semanas de funcionamento, a estratégia já demonstra resultados positivos na organização do fluxo.
Até 10 de março, o novo modelo havia realizado 406 atendimentos, contribuindo para desafogar a unidade e dar mais agilidade ao serviço.
Mesmo diante de períodos de superlotação, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que a reorganização da rede tem permitido melhorar o fluxo de atendimento e reduzir significativamente a insatisfação dos usuários, especialmente entre os pacientes classificados como não urgentes, que representam a maior parte da demanda nas UPAs da capital.
Share this content:



Publicar comentário