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Teste com sensores busca evitar incêndios e garantir fornecimento de energia em MT

Teste com sensores busca evitar incêndios e garantir fornecimento de energia em MT

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Nesta terça-feira (9.12), o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, em parceria com a Energisa, realizou um teste com sensores de monitoramento de incêndios para avaliar novas soluções capazes de evitar que queimadas em áreas rurais interrompam o fornecimento de energia elétrica.

O experimento ocorreu em Santo Antônio de Leverger, utilizando o sistema NEMo, tecnologia desenvolvida pela Nokia que emprega Inteligência Artificial para identificar focos de calor e enviar a localização em tempo real para a Central de Controle Integrado da Energisa. A ferramenta promete acelerar o acionamento das equipes e melhorar a resposta aos incêndios.

Em 2025, Mato Grosso registrou 7.202 focos de calor durante o período proibitivo do uso do fogo. Desses, 96 ocorreram próximos às estruturas de distribuição, afetando o fornecimento de energia para 83.934 consumidores.

De acordo com o engenheiro de Operação da Energisa, José Otávio Chighine, a iniciativa faz parte de um conjunto de ações para avaliar tecnologias que possam minimizar os impactos das queimadas. “Estamos testando alternativas para identificar quais soluções atendem melhor às necessidades do estado e se o sensor possui a efetividade esperada”, explicou.

A primeira fase do estudo ocorreu entre junho e setembro, na linha de distribuição Ferro Norte/Couto Magalhães, em Alto Araguaia, onde diversos equipamentos foram instalados para captar queimadas florestais.

A segunda etapa, em Leverger, utilizou tonéis com focos de incêndio programados. Onze sensores foram instalados em postes no entorno da área. Cerca de 10 minutos após o início do fogo, o primeiro equipamento, posicionado a 46 metros, enviou alerta à central. No total, cinco sensores registraram o calor em até 30 minutos — um deles a 137 metros de distância. Apenas os dispositivos no sentido do vento foram acionados.

O comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), coronel Rafael Ribeiro Marcondes, destacou que a integração entre Estado e iniciativa privada fortalece o combate aos incêndios. “A gestão do fogo é uma responsabilidade compartilhada. A união entre tecnologia, setor produtivo e poder público é fundamental para reduzir danos e proteger estruturas essenciais”, afirmou.

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