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Durante discurso acalorado na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (21), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou duramente a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o ex-presidente Jair Bolsonaro de conceder entrevistas ou ter declarações reproduzidas nas redes sociais — mesmo por terceiros.
O parlamentar usou exemplos controversos para expressar sua indignação. Citou nomes como Suzane von Richthofen, Marcola, Champinha, Fernandinho Beira-Mar e até o presidente Lula, destacando que todos, mesmo detidos ou condenados, puderam conceder entrevistas públicas, ao contrário de Bolsonaro, que enfrenta restrições impostas pelo STF sem estar preso.
Nikolas classificou a medida como um grave atentado à liberdade de expressão e um risco institucional para o país. Ele ainda acusou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a imprensa e os presidentes da Câmara e do Senado de se omitirem diante do que chamou de “tirania” do Judiciário.
“Isso não é sobre direita ou esquerda, é sobre liberdade”, afirmou o deputado, ao lembrar que pessoas comuns foram presas por invadirem o Congresso Nacional, enquanto, segundo ele, “quem desviou bilhões segue impune”.
O parlamentar também acusou parte do Congresso de conivência com as decisões unilaterais do STF e alertou para os riscos à democracia brasileira. Segundo ele, se tais medidas foram possíveis contra um ex-presidente, “o que esperar para o cidadão comum?”
A fala de Nikolas ocorre em meio a uma escalada de tensões entre o Supremo Tribunal Federal e aliados de Bolsonaro, após a série de medidas cautelares que incluem tornozeleira eletrônica, proibição de uso de redes sociais e de contato com outras autoridades. O cenário reacende o debate sobre os limites das decisões judiciais e o equilíbrio entre os Poderes.
Veja o vídeo completo:
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