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Nesta quarta-feira (3), a sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso foi marcada por uma intensa troca de farpas entre parlamentares Gilberto Cattani (PL) e Ludio Cabral (PT).
A troca de acusações começou após o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) criticar uma moção de repúdio apresentada por Gilberto Cattani (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante o pronunciamento, Lúdio afirmou que a família Bolsonaro deveria ser alvo de críticas por supostamente atuar nos Estados Unidos em ações que, segundo ele, prejudicariam os interesses do Brasil.
O parlamentar petista acusou aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro de incentivarem medidas capazes de afetar a economia nacional e criticou posicionamentos relacionados ao sistema de pagamentos PIX.
Em resposta, Gilberto Cattani afirmou que a moção apresentada não tinha relação com Donald Trump nem com integrantes da família Bolsonaro, mas sim com declarações atribuídas ao presidente Lula. Segundo ele, a viagem de lideranças bolsonaristas aos Estados Unidos teve como objetivo defender a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
Durante sua fala, Cattani também fez referência à lista de codinomes atribuídos a políticos investigados na Operação Lava Jato. Sem citar nomes diretamente, mencionou que políticos de Mato Grosso apareciam em planilhas da Odebrecht identificados por apelidos, o que gerou reação no plenário.
O debate ganhou novos capítulos com a participação do deputado Altir Peruzzo (PT), que acusou a família Bolsonaro de tentar desviar o foco de investigações envolvendo aliados políticos por meio de articulações internacionais.
Já o deputado Wilson Santos (PSD) adotou um tom mais conciliador e lamentou que discussões políticas brasileiras estejam constantemente vinculadas aos Estados Unidos. Segundo ele, tanto setores da esquerda quanto da direita buscam apoio externo para reforçar suas posições políticas.
Wilson também interrompeu a discussão para fazer uma correção histórica relacionada à Inconfidência Mineira, esclarecendo pontos mencionados anteriormente durante o embate entre os parlamentares.
Na fase final da sessão, Lúdio Cabral voltou à tribuna e associou integrantes da família Bolsonaro a pessoas investigadas por supostas ligações com organizações criminosas no Rio de Janeiro. Em seguida, o deputado Faissal Calil (PL) rebateu as declarações e afirmou que facções criminosas teriam influência sobre o cenário político nacional durante administrações petistas.
Encerrando a discussão, Gilberto Cattani voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro e associou o retorno do PT ao governo federal ao ressurgimento de denúncias de corrupção no país.
O debate evidenciou mais uma vez a forte polarização política presente no Legislativo mato-grossense, com parlamentares de diferentes correntes ideológicas trocando acusações e divergindo sobre temas ligados à política nacional e internacional.
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