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A Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), da Polícia Civil de Mato Grosso, teve um desempenho expressivo no primeiro semestre de 2025 no combate aos crimes contra a ordem tributária. Entre janeiro e junho, foram 176 Autos de Investigação Preliminar (AIPs) concluídos — número sete vezes maior do que os 22 registros finalizados no mesmo período de 2024.
Os AIPs são instrumentos utilizados para investigar indícios de crimes de forma mais ágil e menos burocrática que os inquéritos formais. Essa metodologia tem permitido respostas mais rápidas e efetivas, com mais facilidade para coleta de documentos, realização de diligências e análise de dados, sem prejuízo à legalidade dos processos.
Segundo a Defaz, o avanço está diretamente ligado à modernização das rotinas internas e ao empenho das equipes. “O ganho de eficiência é fruto do trabalho integrado dos policiais e escrivães, que aprimoraram os fluxos internos e agilizaram os procedimentos”, explicou o delegado Walter Fonseca.
Outro número que chama atenção é o aumento de 675% nas representações enviadas ao Judiciário, como pedidos de mandados de busca ou quebras de sigilo: 31 em 2025, contra 4 em 2024.
Além disso, a delegacia concluiu 55 inquéritos policiais, 57% a mais que os 35 do mesmo período no ano passado. Também foram realizadas 295 oitivas de investigados e testemunhas, frente a 206 em 2024 — alta de 43%.
Operação desmantela esquema bilionário com empresas fantasmas
Entre as ações de destaque do semestre está a “Operação Rent-A-Business”, deflagrada em maio, que revelou um esquema bilionário de sonegação com uso de empresas fictícias. Conforme apontaram as investigações, mais de R$ 7,6 bilhões em notas fiscais foram movimentados irregularmente
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