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Neste domingo (03), apoiadores da direita promoveram manifestações em todo o país sob o mote “Reaja Brasil”, em protesto contra o governo Lula, decisões do STF e medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A mobilização ocorreu em cerca de 40 cidades brasileiras, com destaque para capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Brasília e Belo Horizonte. Os atos foram marcados por discursos inflamados, críticas ao Judiciário e pedidos de anistia aos condenados do 8 de janeiro, além do impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Mesmo impedido de comparecer presencialmente, Bolsonaro acompanhou as manifestações de sua casa, em Brasília, por meio de videochamada. A restrição ocorre devido a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, que impôs uma série de medidas cautelares ao ex-presidente no âmbito das investigações sobre tentativa de golpe de Estado.
Entre as restrições, destacam-se:
- uso de tornozeleira eletrônica,
- recolhimento domiciliar noturno das 19h às 7h,
- proibição de sair de casa aos fins de semana e feriados,
- vedação de contato com investigados e autoridades estrangeiras,
- proibição de uso de redes sociais,
- impedimento de se comunicar com o filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A medida visa impedir articulações políticas e possíveis obstruções de Justiça. O descumprimento pode resultar em prisão preventiva.
Enquanto isso, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) liderou o ato em Belém (PA) e foi a principal figura pública entre os manifestantes. Em discurso, ela exaltou a emoção do povo do Norte e disse esperar que os atos sirvam para reacender o “vigor brasileiro” pela liberdade.
“Reaja, Brasil! Deus está conosco! Venceremos!”, conclamou.
Em Belo Horizonte, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também se destacou ao atacar Moraes, chamando o ministro de “covarde” e afirmando que “sem toga, ele não é nada”.
Destaque dos atos:
O “Reaja Brasil” representou uma nova tentativa da oposição de mostrar força nas ruas diante do avanço das investigações contra Bolsonaro e da insatisfação de parte da população com o Judiciário. O ex-presidente, no entanto, continua sob vigilância e sem autorização para participar de manifestações públicas.
Vídeo:
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