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Nesta quarta-feira (6), o ex-deputado federal Carlos Bezerra afirmou que o MDB foi “enxotado” do governo Mauro Mendes (União Brasil) e descartou qualquer possibilidade de apoio ao grupo do atual governador nas eleições de 2026. Prestes a deixar a presidência do partido em Mato Grosso após mais de três décadas no cargo, Bezerra declarou que a legenda foi desvalorizada dentro da gestão estadual e agora se aproxima do PL, partido da oposição.
Segundo Bezerra, o MDB chegou a ter duas secretarias prometidas, mas acabou ficando com apenas uma – a Secretaria de Agricultura Familiar (SEAF) –, da qual também foi afastado. Ele se referia à demissão do ex-secretário Luluca Ribeiro, filiado ao MDB, em julho de 2024, após a deflagração da Operação Suzerano, que investiga irregularidades na execução de emendas parlamentares pela pasta.
“O Mauro nos enxotou do governo, né? Foi ruim demais. Era para o MDB ter duas secretarias, terminamos com uma. E essa uma que nós tínhamos, nós fomos enxotados. Não sei se é ele, o vice dele, que é um cara complicado, mas nos enxotaram”, declarou o ex-deputado durante visita à Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
O afastamento entre o partido e o Executivo estadual também foi agravado pela ruptura da deputada estadual Janaina Riva (MDB), que assumirá a presidência do partido no estado. A parlamentar entrou em rota de colisão com Mauro Mendes por conta de atrasos no pagamento de emendas impositivas e hoje integra o bloco de oposição na Assembleia.
Com esse novo cenário, o MDB assume um perfil mais voltado ao centro-direita e deve alinhar-se ao PL nas próximas eleições. Bezerra, inclusive, admitiu que a sigla pode apoiar o senador Wellington Fagundes (PL) — sogro de Janaina — na disputa pelo governo de Mato Grosso em 2026.
“Acho que tem chance de apoiar. Estamos trocando as figurinhas”, afirmou Bezerra, negando incoerência na aliança ao lembrar que MDB e PL já estiveram juntos em diversas regiões do país.
Em resposta, o chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, negou que o MDB tenha sido excluído da gestão. Ele afirmou que a troca no comando da SEAF foi motivada unicamente pelas investigações em andamento.
“Não foi uma expulsão do MDB. O que houve foi a mudança de um secretário da Secretaria de Agricultura Familiar pela denúncia que houve com relação a alguns problemas na gestão da secretaria. Foi isso que aconteceu, não houve expulsão do MDB”, concluiu.
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