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Nesta sexta-feira (26), a delegada Mariell Antonini, coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher da Polícia Civil, fez um alerta sobre a necessidade de mudança na educação de crianças e jovens para combater a violência doméstica e os feminicídios em Mato Grosso.
Segundo a delegada, até o momento, o Estado já registrou 34 feminicídios e mais de 11 mil mulheres atendidas por violência neste ano, mas o número real de vítimas é ainda maior, já que muitas sofrem em silêncio.
Mariell destacou que, ao romper o ciclo de violência e denunciar o agressor, a mulher passa a ter acesso a uma rede de proteção, que inclui acompanhamento psicológico, apoio da Patrulha Maria da Penha, uso do aplicativo SOS Mulher, monitoramento dos agressores por tornozeleira eletrônica e, em casos de vulnerabilidade, o auxílio moradia de R\$ 600 pelo programa Ser Família Mulher.
Ela ressaltou, porém, que muitas vítimas demoram até dez anos para buscar ajuda, devido a fatores emocionais, dependência econômica, medo do julgamento e do preconceito.
A delegada também chamou atenção para os primeiros sinais de relacionamentos abusivos, como controle excessivo, ciúmes, proibições sobre roupas e maquiagem, restrição ao convívio com amigos e familiares e exigência de acesso ao celular.
Mariell reforçou ainda que o enfrentamento à violência doméstica não é apenas responsabilidade do Estado, mas também de amigos e familiares que podem denunciar de forma anônima e ajudar a salvar vidas.
Entre os canais de ajuda estão:
- Delegacias presenciais e especializadas;
- Delegacia Digital, para registrar boletins e solicitar medidas protetivas online;
- Aplicativo SOS Mulher, que disponibiliza botão de pânico virtual;
- Telefones 180, 190 e 197, inclusive para denúncias anônimas.
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