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Nesta quinta-feira (28), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), afirmou que a deputada suplente Edna Sampaio (PT) mostrou falta de habilidade política ao tentar criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar casos de feminicídio no Estado.
Edna conseguiu mais que as oito assinaturas necessárias para apresentar o requerimento, mas, diante da pressão da Casa Civil, parlamentares da base recuaram e retiraram o apoio. A deputada acabou cedendo à situação e firmou um acordo com o governo para criar uma comissão especial sobre o tema.
Russi criticou a postura de Edna ao negociar com o Executivo e desistir da CPI. “Se você se propõe a investigar, tem que enfrentar. Assinar e depois recuar é muito ruim enquanto parlamentar”, destacou.
O presidente da ALMT ressaltou que, caso o requerimento fosse reapresentado com as assinaturas necessárias e base jurídica correta, não haveria dificuldade para autorizar a abertura da CPI. A procuradoria da Casa apontou falhas no texto original, como tentativas de incluir investigações fora da competência estadual.
Apesar do impasse, Russi reforçou que a Assembleia está aberta a qualquer iniciativa de combate à violência contra a mulher. “Qualquer instrumento — câmara temática, frente parlamentar, grupo de trabalho ou CPI — terá apoio da Assembleia”, afirmou.
Na quarta-feira (27), após reunião com o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, e o deputado Wilson Santos (PSD), Edna aceitou substituir a CPI por uma comissão especial de combate ao feminicídio, com a retirada de seis assinaturas, inviabilizando a instalação da CPI.
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