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Vereadoras avaliam embate entre Mauro Mendes e Eduardo Bolsonaro como prejudicial à direita

Nesta terça-feira (18), as vereadoras Michelly Alencar (União Brasil) e Samantha Iris (PL) comentaram o embate público entre o governador Mauro Mendes e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ), que ganhou proporções nacionais e expôs divergências internas no campo conservador.

Michelly Alencar avaliou que o conflito gera desgaste político e prejudica o projeto da própria direita. Para ela, a troca de farpas representa “um jogo do perde-perde”, em um momento em que o bloco deveria buscar alinhamento. “A direita deveria estar unida e aí a gente vê embates em que ninguém ganha. Eduardo Bolsonaro saiu bem? Não. Mauro Mendes saiu bem? Também não. Isso não fortalece aquilo que estamos buscando, que é uma direita organizada para disputar a eleição com mais qualidade ano que vem”, afirmou a vereadora, destacando que o episódio amplia a desorganização do grupo.

O confronto ganhou força após Mauro Mendes afirmar que o deputado havia “enlouquecido” e estava falando “merda” nos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro reagiu chamando o governador de “frouxo” e “político bosta”, acirrando a crise entre as siglas União Brasil e PL, que agora tentam conter os danos.

Em meio ao desgaste, a vereadora Samantha Iris adotou tom mais cauteloso. Embora tenha preferido não entrar no mérito, classificou o episódio como ruim para o ambiente político. “Acho que essa discussão atrapalha, é ruim, mas o que eles falam não temos controle. Foi uma fala infeliz… Prefiro não comentar pelo respeito que tenho por ambos, tanto pelo Mauro quanto pelo Eduardo”, afirmou.

Para as parlamentares, o conflito expõe a dificuldade da direita em manter coesão às vésperas de um ciclo eleitoral decisivo em 2026, criando um cenário que, segundo elas, “desgasta todos os lados”.

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