Na quinta-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou sobre as investigações envolvendo o Banco Master e defendeu que o caso seja apurado de forma ampla, sem proteção a autoridades ou grupos envolvidos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Lula classificou o episódio como “o maior roubo da história do Brasil” e afirmou que milhões de pessoas, além de estados e municípios, teriam sido prejudicados.
Segundo o presidente, o banqueiro apontado como líder do esquema possui relações com pessoas influentes. Lula também destacou que a prisão do empresário e o fechamento do banco ocorreram durante seu governo.
O presidente afirmou ainda que existem suspeitas envolvendo políticos e agentes públicos e defendeu que as investigações não sejam comprometidas por vazamentos seletivos.
“Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos. Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações”, declarou Lula.
Na sequência, o presidente defendeu maior transparência e firmeza na condução do caso, afirmando que agentes públicos devem colocar o interesse coletivo acima de interesses individuais.
Lula também avaliou que os sistemas político e judiciário precisam passar por reformas profundas e reforçou a necessidade de que todos os envolvidos sejam investigados.
“É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade”, afirmou.
Oposição reage
A manifestação do presidente provocou críticas entre opositores do governo, que interpretaram a fala como uma tentativa de deslegitimar a atuação do ministro André Mendonça, responsável por medidas relacionadas às investigações do Banco Master.
A influenciadora Jakelyne Loiola afirmou nas redes sociais que Lula estaria retirando legitimidade da atuação de Mendonça ao defender que Edson Fachin e a Procuradoria-Geral da República assumam a condução das investigações.
“Lula deslegitima o ministro André Mendonça e pede que Edson Fachin e a Procuradoria-Geral da República tomem a frente das investigações do Banco Master. Vocês entendem a gravidade disso?”, escreveu.
Já Ricardo Roveran acusou o presidente de fazer um pronunciamento contra Mendonça e em defesa de Alexandre de Moraes.
“Lula fez um pronunciamento atacando André Mendonça e DEFENDENDO Alexandre de Moraes. Isso é ataque coordenado”, afirmou.
O episódio amplia a disputa política em torno das investigações do Banco Master, que também envolve divergências entre integrantes do Supremo Tribunal Federal e provoca reações de diferentes setores políticos.
Vídeo:
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