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Neste sábado (29), Cuiabá chega a um marco importante após 15 anos sem atualização no valor venal dos imóveis. Durante este período, a capital registrou um intenso boom imobiliário, impulsionado por construções de médio e alto padrão que elevaram de forma significativa o preço do metro quadrado em diversas regiões.
Desde 2010, o município vivenciou um cenário de forte aquecimento no setor, com aumento nas transações, expansão do crédito e valorização contínua — especialmente após 2014, quando Cuiabá sediou a Copa do Mundo, evento que acelerou obras de mobilidade, viadutos, pavimentação e melhorias na distribuição de água, fatores decisivos para elevar o padrão dos bairros.
Entre as áreas que se destacaram estão Jardim Imperial, Jardim Itália, Morada do Ouro, Ribeirão do Lipa e Avenida Beira Rio, que concentram grande parte dos empreendimentos modernos erguidos na última década e meia.
Em 2025, dados da Fecomércio-MT mostram que as regiões Oeste e Sul registraram maior volume de vendas com preços mais acessíveis, enquanto Leste e Norte apresentaram tickets médios elevados e maior concentração de imóveis de alto padrão.
A atualização anual do valor venal é prevista pela resolução 31/2012 do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que determina que os novos valores sejam comunicados ao Registro de Imóveis até 31 de janeiro, garantindo base justa para cálculos de IPTU, ITBI e outras receitas essenciais — como o ISSQN — que sustentam investimentos em saúde, educação e infraestrutura.
Correção com justiça fiscal
Desde 4 de novembro, uma comissão especial formada pela Prefeitura de Cuiabá, sindicatos e entidades do mercado imobiliário trabalha na atualização da planta genérica de valores, com prazo de conclusão de 30 dias.
O secretário-adjunto da Receita Municipal, Thiago Semensato, afirma que o objetivo é corrigir distorções acumuladas ao longo dos anos. “O propósito não é aumentar tributos de forma generalizada, mas ajustar os valores à realidade. Muitos imóveis terão redução no valor venal, especialmente aqueles que perderam valor ou não acompanharam a valorização de outras regiões”, destacou.
A revisão permitirá redistribuir a carga tributária de modo mais equilibrado, fortalecendo a capacidade do município em financiar serviços essenciais para a população.
A comissão responsável pelo estudo conta com representantes da PGM, das secretarias de Economia, Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Planejamento, Habitação e Regularização Fundiária, além de membros do CRECI, CREA, Sinduscon, Secovi, CDL, AccCuiabá e Abih-MT, garantindo legitimidade técnica e transparência ao processo.
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