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Na quarta-feira (28), o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que irá demitir gestores, professores e técnicos da rede municipal de Educação que utilizarem as escolas para campanha política durante o período eleitoral de 2026. A declaração foi feita durante a abertura da Semana Pedagógica, que reuniu educadores da capital, e ganhou repercussão após ser divulgada nas redes sociais.
Durante o discurso, o prefeito foi enfático ao dizer que não irá tolerar práticas eleitorais dentro das unidades de ensino e reforçou que servidores não podem ser coagidos a participar de ações políticas.
“Não quero ninguém sendo obrigado em grupo de WhatsApp a participar de processo eleitoral de ninguém. Não vou permitir que escolas, professores, coordenadores, diretores ou secretários sejam cooptados, chantageados ou transformados em cabos eleitorais”, declarou.
Abilio relatou ainda que recebeu denúncias de ameaças contra diretores escolares, que teriam sido pressionados com risco de afastamento por não comparecerem a reuniões de cunho político. Segundo ele, esse tipo de conduta não será aceito pela gestão municipal.
“Se alguém usar o meu nome para falar alguma coisa, é mentira. Não vá. Não faça deste ano pedagógico um ano eleitoral”, alertou o prefeito aos servidores da Educação.
O gestor também relembrou episódios da eleição passada, quando, segundo ele, sua chapa denunciou a realização de encontros com diretores escolares para fins eleitorais. Abilio afirmou que o então vice-prefeito José Stopa (PV) teria participado de reuniões com educadores durante a campanha de Lúdio Cabral (PT) no segundo turno.
Após assumir o comando do Palácio Alencastro, Abilio disse ter recebido vídeos, fotos e relatos de servidores que afirmaram ter sido pressionados a participar de atividades políticas.
“Isso não vai acontecer. Não vou usar a Secretaria de Educação, a Secretaria de Saúde ou qualquer outra pasta para obrigar servidores a adesivar carros ou participar de atos políticos”, reforçou.
Por fim, o prefeito destacou que ameaçar ou pressionar servidores para participação política configura irregularidade grave.
“Quem fizer isso está violando o código de ética e o código eleitoral. É abuso de poder político”, concluiu.
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