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Nesta segunda-feira (02), o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, endureceu o discurso ao responder às acusações feitas pelo ex-governador Pedro Taques, classificando a atuação do adversário como uma tentativa de “golpe eleitoral” em meio ao cenário político deste ano. Segundo Mendes, Taques distorce fatos, age com má-fé e utiliza o Judiciário com interesses políticos, motivo pelo qual já estaria sendo alvo de ações judiciais.
O posicionamento do governador se refere à Ação Popular apresentada por Pedro Taques, que questiona um acordo firmado pelo Governo do Estado relacionado a uma dívida tributária da empresa de telefonia Oi S/A. Na ação, o ex-governador aponta suposto prejuízo superior a R$ 308 milhões aos cofres públicos e pede a responsabilização de agentes públicos, empresários, fundos de investimento e pessoas ligadas à atual gestão.
Mauro Mendes rebateu afirmando que as acusações não possuem fundamento jurídico e que o ex-gestor tenta transformar o Judiciário em palanque político. Para ele, a iniciativa busca apenas gerar repercussão pública. “Vamos demonstrar que houve má-fé e tentativa de induzir a população ao erro”, afirmou.
O governador também fez críticas diretas ao histórico político de Pedro Taques, lembrando derrotas eleitorais recentes e afirmando que os ataques partem de ressentimento pessoal. Mendes destacou ainda que a Procuradoria-Geral do Estado atuou dentro da legalidade, reforçando que o acordo firmado trouxe benefícios ao erário.
Segundo o chefe do Executivo estadual, o Governo de Mato Grosso obteve economia de cerca de R$ 392 milhões, ao negociar uma dívida que ultrapassava R$ 700 milhões, argumento que, segundo ele, desmonta a tese de prejuízo levantada pelo ex-governador.
Mauro Mendes confirmou ainda que ingressou com medidas judiciais contra Pedro Taques, alegando que os ataques extrapolaram o campo político e atingiram sua honra e a de familiares. Para o governador, a judicialização do tema tem um objetivo claro: interferir no processo eleitoral.
A ação protocolada por Pedro Taques ainda aguarda análise do Poder Judiciário, enquanto o Governo do Estado sustenta que o acordo questionado foi legal, vantajoso e resultou em economia significativa para Mato Grosso.
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