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Nesta sexta-feira (27.3), a Polícia Civil deflagrou a Operação Redeiros 2, com o objetivo de combater a pesca predatória, o uso de apetrechos proibidos e o comércio ilegal de pescado nas águas da bacia pantaneira.
A ação é conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e dá continuidade a uma estratégia permanente de enfrentamento a grupos criminosos que atuam na exploração irregular dos recursos naturais do Pantanal.
Ao todo, estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, com diligências concentradas principalmente em Barão de Melgaço, considerado um dos principais polos pesqueiros da região. Um dos mandados também é executado em Cuiabá.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Capital, após representação da Dema e parecer favorável do Ministério Público Estadual.
As investigações apontam que os suspeitos atuam de forma organizada na captura, armazenamento e comercialização clandestina de espécies nativas, utilizando redes e tarrafas — equipamentos proibidos pela legislação ambiental. O esquema envolveria a venda ilegal tanto no interior quanto na capital do estado.
De acordo com a delegada Liliane Murata, a operação busca apreender apetrechos ilegais, estoques de pescado irregular e materiais utilizados no acondicionamento, além de reunir novas provas para aprofundar as investigações sobre toda a cadeia criminosa.
Os investigados poderão responder por pesca ilegal, comércio irregular de pescado e associação criminosa, conforme a legislação ambiental vigente.
A região de Barão de Melgaço, localizada às margens da Baía de Chacororé e do Rio Cuiabá, é reconhecida pela riqueza de espécies como jaú, pintado e pacu, sendo frequentemente alvo de exploração ilegal, o que gera impactos ao equilíbrio ambiental e à sustentabilidade da pesca.
Mesmo com o fim do período de defeso em janeiro de 2026, segue em vigor a Lei do Transporte Zero (Lei nº 12.197/2023), que mantém restrições ao transporte e à comercialização de espécies nativas de água doce no estado.
A operação conta com apoio de equipes da Diretoria de Atividades Especiais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e do Juizado Volante Ambiental (Juvam).
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